Estão mantidos os processos que tramitam na 2ª vara federal de Mato Grosso contra os apontados nos processos do caso sanguessuga, de venda de ambulâncias superfaturadas da Planam. A decisão é do ministro Paulo Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele indeferiu ontem o pedido de liminar feito pelo advogado Eduardo Mahon, alegando a incompatibilidade do Tribunal Regional Federal (TRF) em julgar o processo, que deveria ser remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio TRF1 declarou-se incompetente para julgar o caso, quando ele veio à tona, por que apareceram nomes de parlamentares, repassando esta responsabilidade ao STF. Este imbróglio favoreceu a cerca de 50 envolvidos, que estavam presos e foram liberados. Por reação contrária manifestada pela Procuradoria da República, o Supremo suspendeu a decisão do TRF1 e os beneficiados retornaram à prisão, em Cuiabá. O esquema sanguessuga, conforme investigações da Polícia Federal, coloca em uma ponta parlamentares e autoridades públicas em Brasília liberando recursos para a compra de ambulâncias; os donos da Planam Luiz Antonio e Darci Vedoin do outro, fazendo a ponte; e ainda os prefeitos assinando licitações fraudulentas para a compra.