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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

CIDADES
Segunda-feira, 12 de Março de 2001, 21h:17

CENTRO DE CUIABÁ

Prefeitura vai realizar operação contra camelôs

Vagas oferecidas de graça no Shopping Popular não foram aceitas

ALECY ALVES
Da Reportagem
A qualquer momento os fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano(Smades) podem entrar em ação na área central de Cuiabá para retirar os camelôs que ilegalmente ocupam calçadas, calçadões e praças. Essa informação foi confirmada ontem, pelo secretário municipal José Antônio Lemos, da Smades. A Prefeitura já está traçando a operação e espera, dessa vez, contar com o apoio da Polícia Militar (PM). Mas Lemos prefere não revelar o dia. Depois de dois meses, argumenta o secretário, não é mais possível esperar pela transferência dos camelôs para os 70 pontos cedidos pela Prefeitura de Cuiabá no Shopping Popular, que fica na Avenida Tenente Coronel Duarte(Painha), Bairro Dom Aquino, ao lado do Ginásio de Esportes do Dom Aquino. Antes disso, a Prefeitura cadastrou os vendedores ambulantes da área central e ofereceu, gratuitamente, as vagas no shopping para que instalassem suas barracas. “Esperamos, mas ninguém apareceu para buscar a licença de instalação”, lamentou o secretário. E o único vendedor que esteve na Secretaria pedindo informações, sequer solicitou a guia que daria autorização para ocupar o espaço do shopping. A desocupação que está sendo planejada é a segunda investida da Prefeitura contra os camelôs este ano. A primeira foi no início de janeiro. Todos foram expulsos do centro, mas voltaram menos de 10 dias depois. Desde de outubro do ano passado a Prefeitura e o Sindicato Intermunicipal do Comércio de Tecidos, Confecções e Armarinhos brigam por causa dos camelôs. O sindicado impetrou ação na Justiça exigindo ação da Prefeitura para retirar os vendedores ambulantes. O juiz José Silvério da Silva, da 7ª Vara Civil, concedeu liminar favorável ao despejo daqueles que não possuem autorização ou alvará. Em novembro e dezembro a Prefeitura chegou a montar esquema para retirá-los, mas não entrou em ação por falta de cobertura policial. O secretário da Smades, na época Marco Antônio Magalhães, concluiu que seria muito arriscada uma ação sem o respaldo da polícia. Já o subsecretário de Segurança, Raul Spinelli, alegou na ocasião que não agiriam porque o despacho do juiz não fazia referência à requisição de força policial. Baseado no levantamento que mostrou que havia camelôs com armas e dispostos a reagir, Spinelli considerou o despejo um “confronto de alto risco”. Dez dias antes do Natal eram mais de 300 vendedores com ou sem bancas espalhados entre ruas como Joaquim Murtinho, 13 de Junho, calçadões da Ricardo Franco, Travessas João Dias, Antônio Maria, e praças Alencastro e da República. O número caiu, mas hoje seriam bem mais que os 70 cadastrados em dezembro pela Prefeitura.

Edição EDIÇÃO 16958




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