Cerca de 350 alunos correm o risco de ficar sem ter onde estudar em 2013, no município de Várzea Grande. O espaço da Escola Municipal de Educação Básica Júlio Corrêa foi leiloado e a unidade tem somente até dezembro para terminar o ano letivo. Depois desta data, não há previsão de onde as atividades vão continuar. O espaço onde atualmente funciona a escola Júlio Corrêa, uma creche e o Sindicato dos Empregados Domésticos e Similares foi leiloado em junho deste ano. Antigamente, ele pertencia à Prefeitura de Várzea Grande, que doou o terreno para a fundação de arte Abrassa. A fundação faliu e ficou com uma dívida trabalhista. Os ex-funcionários entraram na Justiça para exigir o pagamento, e o juiz determinou que o terreno fosse leiloado para que a dívida fosse quitada. O atual proprietário alugou o terreno para a prefeitura até dezembro, para que os alunos possam concluir o ano letivo. O diretor Idenilson Ferreira explicou que os problemas começaram em 2010, quando a escola Júlio Cesar foi removida do bairro São Mateus. Os prédios foram cedidos à outra escola, da rede estadual de ensino. Em troca, os alunos e funcionários da Júlio César seriam realocados para os prédios da escola Jacir Macedo. A comunidade da região dessa unidade fez abaixo-assinados e não concordou com a troca. Idenilson explicou que por conta disso, teve que alugar um espaço com quatro salas no bairro São Mateus. Considerado como impróprios para o funcionamento de uma unidade escolar, o espaço teve que ser abandonado. Foi então que toda a unidade se deslocou para os antigos prédios da fundação Abrassa. O diretor esclareceu que o espaço não tinha estrutura para os alunos estudarem. Através de bingos e outras formas de arrecadar dinheiro, ele conseguiu trazer os equipamentos da unidade anterior e instalá-los nas novas acomodações. A Júlio César está atualmente funcionando no bairro Água Limpa, e atende alunos de 9 a 13 anos de idade na parte da manhã e da tarde. A noite funciona o projeto ProJovem, onde pessoas de 18 a 29 anos podem concluir o ensino médio em 18 meses. Sem saber para onde a escola vai ser transferida, ou se vai apenas encerrar suas atividade, Idenilson esclareceu que já enviou vários documentos para a prefeitura e para a Secretaria Municipal de Educação, mas que ainda não recebeu nenhuma resposta. A maior preocupação do diretor e dos pais são os alunos, que vão ficar sem uma unidade escolar no bairro e ter dificuldades para encontrar vaga nas outras escolas, também já saturadas. (SM)