NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

CIDADES
Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009, 21h:40

VOLVER

Pivô de operação acaba preso na Bolívia

A Delegacia de Polícia Federal em Cáceres confirmou ontem a prisão do traficante Everton Cândido Gomes da Silva, o “Pupunha”, um dos denunciados na Operação Volver, realizada no início de julho para o combate ao narcotráfico. Considerado líder de um dos grupos criminosos que atuavam na região de fronteira, ele foi preso em San Matias, na Bolívia, na terça-feira, pela polícia daquele país, e entregue a policiais brasileiros do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que o encaminharam à PF. Na delegacia da PF em Cáceres, o policial confirmou que Pupunha chegou na noite de terça-feira, foi ouvido durante toda a manhã de ontem e, encaminhado à tarde para a Cadeia Pública do município. A prisão de Pupunha foi decretada pelo juiz Alex Nunes de Figueiredo no dia 10 de julho, mas ele conseguiu escapar do cerco policial, e a suspeita é que ele tenha sido informado a tempo. Na Operação Volver, foram presas as advogadas Lucy Rosa da Silva e Kattleen Káritas de Oliveira Barbosa, acusadas de envolvimento com o narcotráfico. Escutas telefônicas determinadas pela Justiça e que fazem parte das investigações mostram diálogos entre a advogada Kattleen e Pupunha, que era seu cliente. Além de Pupunha, outro traficante acusado conseguiu escapar. Wagner Bispo Filho, o “Caubói”, também estava na Bolívia e foi preso lá após se envolver em um homicídio – ele é acusado de ter matado o vereador boliviano Hipólito Soliz, em San Matias. Ontem, a promotora de justiça Januária Bulhões confirmou a prorrogação da prisão dos denunciados. A prorrogação, de 30 dias, foi pedida pelo delegado federal Dennis Maximinio e deferida pelo juiz Geraldo Fidelis Neto. A Polícia Federal alega que são necessárias novas diligências, perícias e acareações entre os acusados. Ainda segundo a promotora, a advogada Lucy Rosa da Silva será denunciada por corrupção ativa e exploração de prestígio. “O inquérito policial comprova o envolvimento da advogada em vários crimes e ela será indiciada”, afirma, esclarecendo que a promessa de pagamento de propina ao agente carcerário Ronaldo Dias Moreira é uma dessas provas. Ele teria recebido para não comunicar à Polícia Federal sobre o uso de documento falso por um determinado preso acusado de tráfico de drogas. Também foi acusado o escrivão Denílson Brás de Souza, que teria a tarefa de informar a advogada sobre a chegada de presos, “clientes em potencial”, na delegacia. Por isso, ele recebia presentes da advogada. Já o inquérito que apura o envolvimento da advogada Kattleen Káritas Oliveira Barbosa está em fase de conclusão. Ela está sendo investigada por associação ao tráfico de entorpecentes. Ambas estão respondendo em liberdade.

Edição EDIÇÃO 16958




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL