CIDADES
Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009, 21h:40
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VOLVER
Pivô de operação acaba preso na Bolívia
A Delegacia de Polícia Federal em Cáceres confirmou ontem a prisão do traficante Everton Cândido Gomes da Silva, o Pupunha, um dos denunciados na Operação Volver, realizada no início de julho para o combate ao narcotráfico. Considerado líder de um dos grupos criminosos que atuavam na região de fronteira, ele foi preso em San Matias, na Bolívia, na terça-feira, pela polícia daquele país, e entregue a policiais brasileiros do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), que o encaminharam à PF. Na delegacia da PF em Cáceres, o policial confirmou que Pupunha chegou na noite de terça-feira, foi ouvido durante toda a manhã de ontem e, encaminhado à tarde para a Cadeia Pública do município. A prisão de Pupunha foi decretada pelo juiz Alex Nunes de Figueiredo no dia 10 de julho, mas ele conseguiu escapar do cerco policial, e a suspeita é que ele tenha sido informado a tempo. Na Operação Volver, foram presas as advogadas Lucy Rosa da Silva e Kattleen Káritas de Oliveira Barbosa, acusadas de envolvimento com o narcotráfico. Escutas telefônicas determinadas pela Justiça e que fazem parte das investigações mostram diálogos entre a advogada Kattleen e Pupunha, que era seu cliente. Além de Pupunha, outro traficante acusado conseguiu escapar. Wagner Bispo Filho, o Caubói, também estava na Bolívia e foi preso lá após se envolver em um homicídio ele é acusado de ter matado o vereador boliviano Hipólito Soliz, em San Matias. Ontem, a promotora de justiça Januária Bulhões confirmou a prorrogação da prisão dos denunciados. A prorrogação, de 30 dias, foi pedida pelo delegado federal Dennis Maximinio e deferida pelo juiz Geraldo Fidelis Neto. A Polícia Federal alega que são necessárias novas diligências, perícias e acareações entre os acusados. Ainda segundo a promotora, a advogada Lucy Rosa da Silva será denunciada por corrupção ativa e exploração de prestígio. O inquérito policial comprova o envolvimento da advogada em vários crimes e ela será indiciada, afirma, esclarecendo que a promessa de pagamento de propina ao agente carcerário Ronaldo Dias Moreira é uma dessas provas. Ele teria recebido para não comunicar à Polícia Federal sobre o uso de documento falso por um determinado preso acusado de tráfico de drogas. Também foi acusado o escrivão Denílson Brás de Souza, que teria a tarefa de informar a advogada sobre a chegada de presos, clientes em potencial, na delegacia. Por isso, ele recebia presentes da advogada. Já o inquérito que apura o envolvimento da advogada Kattleen Káritas Oliveira Barbosa está em fase de conclusão. Ela está sendo investigada por associação ao tráfico de entorpecentes. Ambas estão respondendo em liberdade.