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CIDADES
Terça-feira, 11 de Junho de 2013, 20h:20

VIADUTO DA UFMT

Pilares estão tortos

Secretário admite falha e afirma que estrutura pode ser parcialmente demolida, caso Consócio VLT não encontre outra solução

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
O viaduto da UFMT, obra mais adiantada entre as previstas para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), tem um erro de execução em um dos pilares e corre o risco de ser parcialmente demolido. A falha foi admitida ontem pelo secretário de Estado Maurício Guimarães, após denúncia publicada no blog do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). “Houve um erro não só de projeto, mas principalmente de execução. Agora estamos decidindo se o pilar será demolido ou se será feita apenas uma correção. Do jeito que está, não pode”, disse Guimarães, em entrevista ao DIÁRIO. O viaduto tem 428 metros de extensão, orçamento de R$ 23 milhões e mais de 198 vigas sustentadas por pilares pré-moldados. Há cerca de um mês, segundo o consórcio VLT Cuiabá, foi constatado que um destes pilares tinha altura inferior à necessária para o encaixe das vigas. O consórcio negou que tenha havido falha de "cálculo estrutural" e declarou que a obra "permanece com total segurança". "Foi detectada uma falha na execução de um dos pilares do viaduto. Desde então o Consórcio vem estudando as melhores alternativas, visando causar o menor impacto possível", disse, em nota. Segundo o consórcio (liderado pelas empresas CR.Almeida, Santa Bárbara e CAF), a "ocorrência" não irá "impactar no cronograma da obra". "Várias outras atividades estão sendo realizadas para a conclusão do elevado, que está prevista para o mês de agosto deste ano." Questionado, o secretário negou que a situação seja o resultado de um cronograma apertado. “Independentemente de cronograma ou projeto, o governo jamais abriu mão da qualidade do que foi contratado.” A obra do VLT, que tem orçamento de R$ 1,47 bilhão, foi licitada e contratada sem projetos básico e executivo, por meio do RDC (Regime Diferenciado de Contratação). O regime flexibilizou regras de contratação para acelerar obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Segundo Guimarães, os custos com a correção da falha ficarão a cargo do consórcio. “Pelo RDC, o projeto e a execução são uma coisa só. Isso significa que a responsabilidade por problemas como este é inteiramente do consórcio.” Guimarães disse que a falha interferiu no ritmo da obra, mas negou que tenha havido paralisação. “A obra está mais lenta, mas não parada.” Falta um ano para a realização da Copa do Mundo de 2014 e este é apenas um dos problemas enfrentados pelo governo em relação às obras. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado (TCE) mostram que os cronogramas estão atrasados e duas trincheiras tiveram as obras paradas porque as empresas responsáveis abandonaram o canteiro. A solução encontrada pela Secopa foi um novo contrato, desta vez emergencial. Mesmo com a medida, a execução está aquém do previsto.

Edição EDIÇÃO 16959




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