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CIDADES
Sábado, 28 de Junho de 2008, 14h:55

Pele é parte do corpo mais acometida por MCR

Micobactérias de crescimento rápido (MCR), cientificamente identificadas como fortuitum, chelonae e abscessus, podem ser encontradas no solo e fontes naturais de água. Apesar de atingir praticamente qualquer tecido, órgão ou sistema do corpo humano, é mais freqüente o acometimento na pele e na região subcutânea. O diagnóstico é feito pela análise microbiológica de tecidos e secreções demonstrando a presença do organismo. O corpo humano tem uma boa resistência a MCR quando ingerida, mas tornam-se praticamente nulas as defesas quando introduzida por perfurações na pele ou algum órgão interno, como acontece nas cirurgias de vídeolaparoscopia, de lipoaspiração, implante de próteses de silicone e outras. O tratamento das infecções dura no mínimo seis meses e inclui uma abordagem cirúrgica associada ao uso de antibióticos fortíssimos (poliquimioterapia), fornecidos e controlados pelo sistema público de saúde. Por causa dos efeitos colaterais da medicação, as vítimas precisam fazer acompanhamento e monitoramento de rins, audição, visão, pois a toxidade da medicação pode comprometer estas funções definitivamente. As vítimas em tratamento sofrem vários efeitos colaterais pelo uso da medicação, como sono, perda dos movimentos das pernas e braços, dores nas juntas, formigamento nas pernas pela dificuldade de circulação, problemas gastrointestinais. Também podem provocar alergia e manchas na pele, dores no fígado e hepatite medicamentosa, perturbações visuais, inclusive com perda de uma visão, surdes parcial, problemas renais, entre outros tantos danos. Essas informações constam na lista de efeitos colaterais do antibiótico amicacina, um dos principais medicamentos do tratamento da MCR. (AA)

Edição EDIÇÃO 16958




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