Utensílios próprios da pesca predatória e pescado irregular foram apreendidos no último fim de semana na extensão do rio Cuiabá pela Baixada Cuiabana. As apreensões são fruto de uma operação com o objetivo de prevenir e reprimir crimes ambientais na região, sob a coordenação do Núcleo de Policiamento Especializado do 9º Batalhão de Polícia Militar (PM). Em conjunto com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e com o Juizado Volante Ambiental (Juvam), a operação centrou suas atividades no último sábado e abrangeu as áreas pesqueiras da Grande Cuiabá, ao longo do mais importante rio da região. A principal delas é a região do Praeirinho, onde é notória a comercialização de peixes pescados por meio da prática predatória. O resultado foi a apreensão de 30 redes de arrasto (apetrecho utilizado para pesca predatória, o que é proibido por lei), 64 peças de pescado fora da medida mínima (52 peças de matrinchã e 12 peças de dourado em caixas de isopor). Não foram feitos flagrantes, mas as pessoas responsabilizadas devem responder a processos administrativos na Sema. Os itens coletados no fim de semana pela PM se somam aos que já foram apreendidos no último mês por fiscalizações do Núcleo Ambiental. Ao todo, anteriormente foram coletadas dez redes de arrasto, cinco tarrafas e quatro armas de fogo. A intenção é atingir o bolso dos pescadores predatórios, que vão se ver aos poucos sem utensílios essenciais para a atividade, conta o sub-tenente Romilson Élcio Gomes, da PM. Gomes explica que é justamente o quadro reduzido do Núcleo Ambiental com apenas 26 homens - que impede a PM de atuar mais ostensivamente contra a pesca predatória e degradação de áreas de preservação ao longo do Rio Cuiabá. Neste caso, a questão estrutural é determinante para limitar estratégias no trabalho de fiscalização. Desde o início do mês, um mapeamento das áreas onde mais o rio é vítima de depredação na Baixada Cuiabana é realizado. A iniciativa partiu de acadêmicos da UFMT, policiais militares ambientais e uma organização não-governamental. Exemplos dessas áreas são as regiões do cais de Cuiabá e abaixo da ponte Sérgio Motta, que liga a Capital a Várzea Grande. Outra meta é verificar junto às comunidades ribeirinhas, que dependem dos peixes para subsistência, o prejuízo sofrido devido à prática dos pescadores ilegais. São elas as maiores afetadas. (RD)