Os dois oficiais da PM envolvidos na morte do soldado alagoano Abionão de Oliveira, os tenentes PMs Carlos Evane Augusto e Dulcésio Barros Oliveira, conhecidos como tenentes Evane e Barros, foram desligados do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Foram transferidos para uma unidade da PM no interior do Estado. Eles têm 30 dias para providenciar a transferência. Segundo o corregedor-geral da PM, coronel Joelson Sampaio, que acompanhou a reconstituição do treinamento que resultou na morte do soldado alagoano, esse período de 30 dias está previsto no estatuto da Polícia Militar. Afastados eles não estão, pois precisam trabalhar. O que houve foi uma transferência de local de trabalho, explicou. Coronel Sampaio, que comandou o Bope por dois anos e meio, disse ser normal um oficial se ausentar do quartel durante a escala de serviço, uma vez que o Batalhão trabalha em regime de prontidão e semi-prontidão. Os oficiais do Bope estão sempre ministrando aulas em cursos da própria Polícia Militar, frisou. Quanto ao fato de um dos tenentes não ter comunicado o comandante do Bope aonde iria, disse ser um problema interno do próprio Bope. É uma questão que não vem ao caso e o estatuto prevê isso e está sendo resolvido com o comandante. (AR)