Nada mudou sobre más condições de controle aéreo brasileiro
Buracos negros sobre a Amazônia, condições críticas de trabalho extenuantes, equipamentos defasados e baixos salários. Um ano após a tragédia, esta continua a ser a realidade dos controladores de tráfego aéreo no Brasil. A afirmação é do secretário-executivo da Federação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), o controlador Ricardo Sterchele, que integra o contingente civil da categoria livre das restrições impostas ao militares. Segundo ele, a única mudança perceptível se refere aos cuidados com a manutenção. Foi o único avanço, pois o risco permanece. E, agora, o trabalho é feito sob a ameaça constante de prisão. Para Sterchele, foram os equipamentos que determinaram os erros dos controladores no episódio do vôo 1907. Os controladores foram induzidos a erro por um sistema defasado, que alterou a altitude do Legacy automaticamente. Todos acreditaram nas informações do sistema. Também foram vítimas. (RV)