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Sexta-feira, 05 de Agosto de 2022, 08h:41

MONKEYPOX

Mato Grosso investiga o quinto caso de varíola dos macacos

O caso, registrado em Sorriso, trata-se de um paciente que chegou de viagem de região com registro de casos confirmados

Da Reportagem
Reprodução
Os dois primeiros casos em investigação são referentes a homens de 34 e 29 anos, em Cuiabá, segundo a Prefeitura

Mais um município investiga um caso de varíola dos macacos (Monkeypox), em Mato Grosso.

O caso, registrado em Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá), trata-se de um paciente que chegou de viagem de região com registro de casos confirmados e que procurou atendimento na quarta-feira (3), em um ambulatório médico particular do município.

Com mais esse, já são cinco casos em investigação no Estado, sendo outros dois em Cuiabá e dois em Várzea Grande, conforme dados oficiais da Secretaria de Estado de Saúde.

Ainda não há confirmação de varíola dos macacos no Estado.

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“A SES esclarece que foi notificada do suposto caso de um paciente de Rondonópolis (210 km ao Sul da Capital). No entanto, o Estado aguarda mais informações por parte do município para definir ou não como caso suspeito, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS)”, informou o órgão estadual, por meio de nota.

Na Capital, os pacientes são dois homens, sendo um de 29 e outro de 34 anos, que apresentaram lesões características da doença, mas sem nenhuma complexidade.

Eles estão isolamento e em monitoramento há uma semana.

Até quinta-feira (4) pela manhã, conforme a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde da Capital, o resultado dos exames para confirmar ou não suspeita não havia chegado.

Em Sorriso, a Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento informou que, assim que recebeu a informação, imediatamente, entrou em contato com a equipe e tomou as medidas necessárias para dar continuidade ao atendimento, com ações como coleta de material e acompanhamento.

A coleta do material para exame foi realizada na quinta-feira.

Também seria feita a notificação oficial do caso suspeito à Secretaria de Estado de Saúde.

Coordenadora de Vigilância em Saúde, a enfermeira Taynná Vacaro informou que o paciente realizou procedimento indicado para casos suspeitos.

“O paciente está bem, mas como existe a possibilidade diante dos sintomas e de ter vindo de uma área com casos confirmados vamos fazer a coleta de material e seguir monitorando”, disse.

“Vale lembrar que a pessoa fez o procedimento correto para esses casos: assim que percebeu um sintoma procurou imediatamente um serviço de saúde para comunicação e atendimento”, completou.

Taynná Vacaro reforçou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que é preciso estar atento aos sintomas, principalmente quem esteve em viagem para regiões com casos já registrados ou, ainda, teve contato com pessoas com lesões de pele ou lesão na área genital.

A enfermidade apresenta, entre os principais sintomas febre súbita, forte e intensa, dor de cabeça (cefaleia), náusea, exaustão, cansaço, aparecimento de inchaços na região do pescoço, axilas, e também na região perigenital, além de feridas ou lesões pelo corpo.

“Caso perceba um desses sintomas e tenha ciência do contato, o indicado é procurar uma unidade de saúde ou a UPA; as equipes estão preparadas para o atendimento”, disse.

A enfermeira destaca que a contaminação se dá principalmente no contato pele com pele. “Mas além disso, a contaminação também pode ocorrer por meio de secreções ou do compartilhamento de objetos de pessoas contaminadas”, explica. A melhor forma de prevenção é evitando contato direto com pessoas contaminadas.

Um plano de contingência foi elaborado pelo município, onde folders sobre como agir e onde buscar informações serão disponibilizados em lugares de grande fluxo como o aeroporto regional e a rodoviária municipal.

RONDONÓPOLIS - Vale informar que em Rondonópolis, a Saúde local informou, no último dia 2, que monitora um homem de 45 anos, que esteve recentemente no Rio de Janeiro (RJ).

Ele está em isolamento até o desaparecimento completo das lesões, ou seja, cerca de 21 dias.

O QUE É - A varíola dos macacos foi diagnosticada e identificada, pela primeira vez, no século passado, na década de 60, e leva o nome de Monkeypox porque foi identificada pela primeira vez na espécie, dessa forma ficou conhecida no mundo científico como “varíola dos macacos”.

Desde maio passado, o mundo enfrenta o maior surto da doença fora da África.

No país, já são mais de 1,3 mil casos confirmados, a maioria nas regiões sudestes e sul. No fim de julho passado, o Ministério da Saúde confirmou a 1ª morte por varíola dos macacos no Brasil em Minas Gerais.

Segundo o Ministério da Saúde, o paciente tinha “imunidade baixa e comorbidades”.


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