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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 01 de Abril de 2011, 20h:47

GRANDE CUIABÁ

Março é o mais violento, com 37 mortes

Mês termina com 27 execuções em Cuiabá e o restante em Várzea Grande. No primeiro trimestre cidades já somam 86 casos, quase um por dia

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O mês de março terminou com 37 assassinatos na Grande Cuiabá, com destaque para Capital, que teve 27 casos. O restante ocorreu em Várzea Grande. Esse foi o mês mais violento do primeiro trimestre de 2011. No ano, já são 86 assassinatos na região. Na Capital, ocorreram 53 execuções; 33, na Cidade Industrial. Levando-se em conta que o trimestre tem 90 dias, a incidência é de que quase uma execução por dia, um índice considerado alto. Várzea Grande teve um recuo no número de assassinatos. Em janeiro, foram 16, no mês seguinte, caíram para sete crimes, mais voltaram a subir em março, para 10. “O problema é que Cuiabá avançou, podemos dizer assim, uma vez que fechou janeiro com 17 execuções, diminuindo para nove e aumentando três vezes mais, subindo para 27”, observou um policial da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Os policiais disseram não ter uma explicação para a escalada de execuções em Cuiabá, mas os gráficos da DHPP apontam que os crimes ocorreram nos bairros afastados do Centro. A motivação também não diferencia dos outros anos. Um levantamento realizado pela DHPP aponta que o tráfico de drogas é um dos principais responsáveis e responde por quase metade das execuções. Em alguns casos, trata-se de viciados que se matam a pancadas ou mesmo a pedradas. ÍNDIO - O índio Salvador Tori Atugokurrire, de 60 anos, morreu anteontem no Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC) após ser internado no dia anterior com uma pancada na cabeça. Ele teria se envolvido num ritual de sua aldeia – a etnia não foi revelada – onde disputaria uma índia com outro indígena. Durante a cerimônia, levou uma pancada na cabeça que chegou a deslocar a coluna. Em seu diagnóstico, ele apresentava problemas de audição e visão provocados pela lesão. Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa informaram que ele chegou ao PSC na quarta-feira às 14 horas e 24 horas depois morreu. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal e, ontem de manhã, representantes da Funai estiveram conversando com técnicos em necropsia que fizeram a liberação do corpo. Como o fato ocorreu em Juína (700 quilômetros da Capital), as investigações serão realizadas pela polícia daquela cidade. Havia a informação de que Salvador estava na Casa dos Índios, uma espécie de hotel de passagem pertencente à Funai localizado na avenida Palmiro Paes de Barros, onde teria levado um tombo e sofrido a lesão na cabeça. A Funai foi procurada pela reportagem, mas não retornou os pedidos de esclarecimentos.

Edição EDIÇÃO 16959




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