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CIDADES
Sábado, 05 de Fevereiro de 2005, 13h:07

Mais de mil aguardam por um órgão no Estado

Mais de mil pessoas esperam por um órgão para fazer transplante em Mato Grosso. São 750 na espera por rim (550 ativos), 280 por córnea e 20 por tecido ósteo (osso). Esse número demonstra apenas a realidade das cirurgias realizadas no Estado. Quem precisa de transplantes de outros órgãos entra na fila nacional e tem que passar pelos médicos da Central de Regulação Estadual, que fará o encaminhamento para a cirurgia via Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Em todo o Brasil, 240 pessoas esperam por um coração. A demanda por fígado é bem maior, chegando a 6.186. Para pâncreas, a espera é de 214 pessoas e transplante duplo de rim/pâncreas é de 387 pessoas. No ano passado foram realizados 75 transplantes em Mato Grosso - 29 de rim e 46 de córnea. O transplante do tecido ósteo é uma novidade em Mato Grosso, e terá início nesse mês, na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O responsável pela Central de Regulação afirma que o não funcionamento das Comissões não tem causado problemas para os pacientes que aguardam por órgãos, porque o sistema da Central tem controle de 100% dos leitos que atendem o SUS em Mato Grosso. “Na hora que o colega médico liga e pede o leito de UTI, eu já sei do o que está acontecendo e identifico quais são os casos em potencial para doação. Os mesmos médicos que trabalham comigo na minha equipe técnica dão plantão nas UTIs, automaticamente essa notificação aumenta. Então não é que a Central de Transplantes faz o trabalho isoladamente. Nós conseguimos fazer o envolvimento desse grupo médico também com transplantes, coisa que não acontecia antes”, afirmou Vander Fernandes. A coordenadora da Central de Transplantes de Mato Grosso, Vera Lúcia Sena, explica que mesmo se aumentasse muito o número de doações, dificilmente a filas acabariam rapidamente. “A demanda de pessoas à espera de um órgão é muito maior do que o volume de doações. Ainda existe a questão da compatibilidade e de identificar quais órgãos podem ser doados. É uma fila lenta”, concluiu Vera Sena. (AC)

Edição edição 16957




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