Entrar no Lar da Criança é perceber, de uma só vez, a dimensão do problema. A presença de um estranho causa alvoroço entre as crianças, que se lançam sobre o visitante aos abraços. Olham com atenção tudo o que ele carrega, fazem perguntas. Você tem uma filha?, indaga uma menina de cerca de cinco anos. São menores de zero a 12 anos que encaixam-se no rótulo genérico de situação de risco que pode ser traduzido pela negligência, abandono ou violência doméstica. Entre os problemas mais freqüentes, um atormenta as crianças com maior constância: a desnutrição. Segundo a gerente da Oficina Escola da instituição, Benildes Silva Penha, cerca de metade das crianças que chegam ao local estão desnutridas. Bebês costumam ser encaminhados com a saúde seriamente comprometida: Esse menino, por exemplo, chegou aos três meses extremamente magro e com problemas sérios no pulmão, decorrentes da desnutrição, exemplifica a gente, apontando para uma criança do berçário. Ela tem hoje um ano de idade e é portadora de HIV. O Lar da Criança tem capacidade para 50 crianças, abriga hoje 64, mas esse volume costuma chegar a 70. Funcionando em instalações provisórias no bairro Goiabeiras, aguarda a transferência para um local mais adequado que deverá ser inaugurado em cerca de três meses, ao lado da sede da Prosol. (CP) LEIA TAMBÉM #LINK#54513#Crianças que matam e morrem #LINK#54515#Sistema Nacional articula entidades #LINK#54516#Delegada Mara Rúbia diz que função da Deca foi alterada #LINK#54517#Promotoria pediu arquivamento de 700 processos #LINK#54518#Lar da Criança mostra problema #LINK#54519#Jovens infratores voltam a cometer crimes #LINK#54520#Mãe lembra dia em que filho se drogou #LINK#54521#Antes de completar 9 anos, Marcelo usou droga #LINK#54523#Brasil firma acordo mas não consegue cumpri-lo #LINK#54524#Volume de denúncias recebidas pelo SOS Criança aumento 24%