Cerca de 85% dos jovens submetidos a medidas socioeducativas são reincidentes: voltam a cometer infrações quando retornam ao contexto do qual haviam saído. A informação é da juíza Wandinelma Santos, da 2ª Vara da Infância e Juventude, que revela ainda que 75% da população carcerária do país tem entre 14 e 23 anos. A promessa do Governo do Estado para reverter números como esses responde pelo nome de Centro de Atendimento ao Adolescente que deverá ser inaugurado em setembro, nas instalações da antiga Academia de Polícia. Em um só lugar, estarão reunidos a Defensoria Pública, Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público, Delegacia de Infância e Juventude e o Lar do Adolescente. A expectativa é de que a concentração de órgãos de atendimento ao menor em um único local venha a agilizar as atividades. Uma das novidades que deverá estar funcionando em breve é o Centro de Tratamento para Dependentes Químicos. Segundo a diretora de Atendimento Especializado da Fundação de Promoção Social de Mato Grosso (Prosol), Gilda Balbino, o Centro também abrigará o Laboratório de Negócios padaria e marcenaria destinados a treinar menores e suas famílias para o mercado. Hoje, o êxito na inserção do jovem infrator do Lar do Adolescente no mundo do trabalho não passa de 10%. As cinco instituições mantidas pela Prosol atendem, em média, cerca de 200 crianças e adolescentes infratoras ou em situação de risco. O Lar do Adolescente oferece escola regular de 1ª a 4ª série e Supletivo até a 8ª. Está iniciando um trabalho de arte terapia e escolinha de informática, além de manter atividades de qualificação profissional. Apesar da descentralização dos atendimentos, a Prosol é ainda responsável pela manutenção de cinco instituições: o Lar da Criança atende a, no máximo, 70 menores de zero a 12 anos em situação de risco, enquanto o Lar Meninos do Futuro abriga aproximadamente 30 adolescentes na faixa de 12 a 18. O Lar do Adolescente atende a uma média de 60 infratores de 12 a 18 anos, e o Lar Menina Moça responde por cerca de 10 meninas nas mesmas condições. A Fundação mantém ainda o Lar Solidariedade, voltado para crianças portadoras de necessidades especiais abandonadas pelas famílias. Atualmente, 24 menores estão sendo atendidos pela instituição. (CP) LEIA TAMBÉM #LINK#54513#Crianças que matam e morrem #LINK#54515#Sistema Nacional articula entidades #LINK#54516#Delegada Mara Rúbia diz que função da Deca foi alterada #LINK#54517#Promotoria pediu arquivamento de 700 processos #LINK#54518#Lar da Criança mostra problema #LINK#54519#Jovens infratores voltam a cometer crimes #LINK#54520#Mãe lembra dia em que filho se drogou #LINK#54521#Antes de completar 9 anos, Marcelo usou droga #LINK#54523#Brasil firma acordo mas não consegue cumpri-lo #LINK#54524#Volume de denúncias recebidas pelo SOS Criança aumento 24%