CIDADES
Sábado, 03 de Maio de 2008, 15h:22
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Imprudência está presente em 90% dos acidentes, diz pesquisador
Mestre em planejamento do Transporte e doutor em Logística de Transporte de Cargas e Passageiros, o professor Eldemir está certo de que 90% dos acidentes estão relacionados à desatenção do motorista, pedestres, consumo de álcool e interferência de terceiros (imprudência de outros). Somente 10%, talvez até menos, acredita, se justificaria pela chamada falha mecânica, ou seja, algum problema relacionado ao veículo. Ele disse que por ser inerente à natureza do ser humano, o andar a pé constitui um direito natural do cidadão. O chamado direito de ir e vir, que faz parte dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos expressos na Constituição Brasileira. É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens, descreve o texto. É óbvio que a realização desse direito envolve a mobilidade do cidadão. Quando se impede a locomoção, seja pelo meio que for, se está negando o direito de ir e vir assegurado. É preciso, contudo, que não se confunda o direito de ir e vir em sua acepção política com o direito de trânsito regulado pelo Código de Trânsito Brasileiro. Ao determinar regras, e até proibir o trânsito em certas condições, não se está negando o direito de ir e vir. Da mesma forma, os vários meios e formas de locomoção, ao se ajustarem às condições socioeconômicas do país e do cidadão, em particular, não constituem um cerceamento ao exercício desse direito. No caso do pedestre, diz ele, a parcela de culpa pelos atropelamentos está na não-observância da sinalização, falta de atenção e busca pela facilidade. Ele criticou a falta de políticas públicas direcionadas ao pedestre, como sinalização, orientação, adequação viária, medidas que podem garantir a travessia segura e circulação sobre calçadas livres para uso exclusivo de quem está circulando a pé. (AA)