CIDADES
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009, 00h:00
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SAÚDE PÚBLICA
Impasse é mantido entre médicos e Cuiabá
Intermediação da Maçonaria, já que reunião aconteceu em sede da entidade, pouco resolveu. Prefeito fala em grupo de trabalho e médicos cobram cifra
A intermediação da Maçonaria, ontem, na negociação entre médicos da rede e prefeitura de Cuiabá não foi suficiente para que ambos saíssem com os discursos afinados ou alguma perspectiva de fim para o atual impasse na saúde municipal. Enquanto o prefeito Wilson Santos se dizia animado por uma reunião que considerou das mais produtivas, mais uma vez a categoria médica se manifestou frustrada com a falta de propostas salariais oficializadas. Os médicos esperam até a noite de hoje que a prefeitura apresente uma proposta por escrito do quanto está disposta a oferecer como piso salarial à categoria. Após 55 dias de movimento, não trazer nenhum avanço no piso é quase desrespeitar a categoria. Nem que seja pra baixar para R$ 500, mas que apresente alguma coisa, indignou-se o diretor do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Ednaldo Lemos, após a reunião com o prefeito na sede do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOE-MT). Ontem, Santos prometeu pagar integralmente, a partir de novembro, os 40% de insalubridade para os médicos. Como a prefeitura vinha pagando 20%, diferente do valor conseguido há tempos pelos médicos na Justiça, Santos também se prontificou a pagar os demais 20% em 14 parcelas. A dívida é de R$ 2,5 milhões, segundo anunciou o próprio prefeito. Em relação ao piso salarial, Santos apresentou aos médicos a proposta de se constituir um grupo de trabalho que discutirá, em 15 dias, um novo valor possível. É da mesma maneira como irá proceder a discussão de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) aos profissionais da Saúde. A diferença é que o grupo de trabalho que formulará o novo PCCS tem 60 dias de prazo. Para o Sindimed, a proposta de grupo de trabalho é o mesmo que não oferecer proposta alguma de aumento no piso salarial. E a falta de uma proposta viável para o piso anula qualquer perspectiva de se terminar a greve na rede municipal de saúde, explicou Lemos. Mesmo a participação dos médicos no grupo de trabalho anunciado por Santos tem de ser votada pela categoria, o que deve ser feito em assembleia hoje à noite. Além disso, a categoria espera que a prefeitura formalize as ações que tomará para solucionar as 120 irregularidades apontadas por uma inspeção do Conselho Regional de Medicina (CRM) na estrutura do Pronto-Socorro de Cuiabá (PSC). A reforma vai ajudar o fluxo, mas não resolve, avaliou Lemos. CPI O prefeito aproveitou a ocasião ontem, após a rodada de negociação com os médicos, para se mostrar entusiasmado com a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, na Assembleia Legislativa, a fim de verificar a gestão e os investimentos no setor por parte do Estado e do município. Além de anunciar que vai oferecer toda a documentação necessária, o prefeito insinuou a falta de participação do Estado. Cadê o Hospital Central?, questionou.