NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2004, 21h:44

Estudantes trocam armas de brinquedo no PF

Cerca de 60 estudantes da Escola Municipal Lenine Póvoas, no Jardim União em Cuiabá, fizeram ontem uma troca de pistolas e revólveres de plástico e cortadores de lápis (que funcionam como armas artesanais) por brinquedos. A troca ocorreu na parte da manhã, no salão nobre da Superintendência da Polícia Federal. O superintendente em exercício, delegado Marco Antônio Farias, coordenou a entrega. A iniciativa foi da professora Maria Augusta Celles, que trabalha com estudantes da terceira e quarta séries do ensino fundamental. Ela explicou que a idéia surgiu em julho, quando a Polícia Federal começou a trocar armas por dinheiro. Como está próximo do dia das crianças, ela resolveu fazer a troca e, com ajuda da diretora, conseguiu que a Polícia Federal participasse do evento. A professora lembrou que os brinquedos foram doados por moradores do bairro. "Os moradores da comunidade gostaram da idéia e conseguimos os brinquedos com facilidade. Como estamos próximos do Dia da Criança, nada como lembrar esse dia trocando armas por brinquedos", explicou. Ela acredita que, com isso, poderá conscientizar os estudantes sobre o perigo de andar armado. O delegado federal Tony Jean de Castro lembrou que o fato de crianças conviverem com armas em casa é um perigo, pois se alguém pegar um revólver e começar a brincar com ele, poderá atirar sem querer. A mesa do auditório ficou repleta de cortadores de lápis e pistolas de plástico. Esse tipo de brinquedo é de fabricação proibida e chega no país através de contrabando. Os cortadores de lápis, que parecem inofensivos, chegaram a lesionar alguns estudantes, na escola. "Tivemos casos de um estudante que feriu um colega. Parece inofensivo, mas não é tanto", completou a professora.

Edição EDIÇÃO 16958




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL