CIDADES
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 21h:09
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GRIPE A
Estado não atinge meta, 2ª Ministério
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
Apesar da Secretaria de Estado de Saúde afirmar que atingiu a meta de 80% de vacinação contra o vírus H1N1, o Ministério da Saúde divulgou que Mato Grosso conseguiu vacinar 76% do público-alvo, ou seja, teve resultado considerado abaixo da meta. A campanha de vacinação termina hoje. Cerca de 1,2 milhão de pessoas foram imunizadas em todo o Estado, sendo que a meta era atingir 1,5 milhão. Em Cuiabá, foram vacinadas 235.851, o que representa 74% da meta de imunização do público-alvo, formado por 318.442 pessoas. Mesmo a campanha terminando hoje, na sobra de vacinas, as pessoas ainda podem procurar os postos de saúde para se imunizar. Segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde, Mato Grosso não registrou nenhum caso de contaminação por influenza A. Cinco casos foram notificados como suspeitos e, depois de investigados, foram descartados. As pessoas que ainda não se vacinaram podem procurar os 22 centros de saúde e 63 postos do Programa de Saúde da Família das 8h às 17h desta sexta-feira. No Ganha Tempo, no Centro, também é ponto de vacinação. A Secretaria Estadual de Saúde realizou durante toda a semana a intensificação da campanha. Até quarta-feira, havia 113 mil doses da vacina ainda disponíveis. A menor cobertura vacinal foi registrada entre as crianças de 2 a 5 anos de idade, que foi de apenas 39% da meta. O Ministério da Saúde determinou que os municípios devem vacinar pessoas de todos os grupos prioritários e faixa-etária do público-alvo da doença. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal em todos os estados. O balanço final da campanha em Mato Grosso deve ficar pronto na próxima terça-feira. Em três meses, a campanha de vacinação contra o vírus H1N1 atingiu 81 milhões de brasileiros, o que representa 88% do público-alvo total, segundo dados do Ministério da Saúde. O ministro José Gomes Temporão declarou que os números eliminam a possibilidade de haver muitos casos da doença no Brasil, como aconteceu no ano passado. O Brasil está livre de epidemia com certeza, disse o ministro.