Uma resposta da Secretaria Estadual de Meio Ambiente na tentativa de frear os esquemas de exploração ilegal da madeira foi a criação, em 2006, no período pós-curupira, do Sistema de Cadastro do Estoque chamado CC-Sema. Ele é considerado eficaz por especialistas na tentativa de evitar fraudes em aprovação e cumprimento de plano de manejo, bem como na comercialização ilegal da madeira. A ferramenta contabiliza e controla todo o processo: de onde a madeira foi retirada, o volume em metros cúbicos, para onde foi levada e se chegou ao destino. Porém, mesmo com a implantação do CC-Sema, surgiu um novo ponto para tentativas de corrupções: servidores que trabalham com a colocação dos dados no sistema. Esse foi o principal alvo das operações feitas pela Polícia Civil nos últimos dois anos. É tanto dinheiro que gira em vários pontos do Sistema, que muitos servidores ou policiais não resistem. O preocupante é que ao aceitar o dinheiro, eles não pensam que estão fazendo isso para validar a extração ilegal de madeira, que no futuro, pode significar a extinção de ecossistemas. Será que é isso que queremos para nossos filhos e netos?, pondera o professor Durval Rezende. (AC)