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Segunda-feira, 01 de Novembro de 2021, 00h:07

RELIGIÃO

Em Rondonópolis um santo mato-grossense

Fiéis da Igreja Bom Pastor, em Rondonópolis, conduzem o processo pela beatificação e canonização do padre Miguel

EDUARDO GOMES
Da reportagem

Católicos celebram em 1º de novembro o Dia de Todos os Santos, sendo que cinco ou são brasileiros ou viveram no Brasil, mas nenhum mato-grossense. Porém, um grupo de fiéis pede a beatificação e canonização de padre Miguel, que evangelizou em Rondonópolis e que a exemplo de tantos outros moradores em Mato Grosso era imigrante, mas “rondonopolitano de coração e por opção”.      

  Um santo mato-grossense – o primeiro - beatificado e canonizado pelo papa Francisco, com direito a auréola e todos os dogmas do catolicismo mundial. Será possível? Sim – responde um grupo de fiéis que elabora o conteúdo para os primeiros passos da longa caminhada pelos labirintos da Santa Sé até que Congregação para as Causas dos Santos aprove a cura de alguma doença gravíssima por força de um milagre daquele a quem querem a canonização. Com essa Congregação atestando que a mesma foi “cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos”. Com esse entendimento o papa pode transformar padre Miguel em santo.        

Mas, afinal, quem foi padre Miguel?      

Padre Miguel Angel Rodas Ortiz foi um dos sacerdotes mais atuantes em Rondonópolis. Fiéis da Igreja Bom Pastor, no bairro do mesmo nome, entendem que ele teve uma vida dedicada aos trabalhos missionários e sociais. Um grupo reduzido, que alinhava sua beatificação – primeiro passo para se tornar santo – tem sob sete chaves, conhecimento e documentos que o qualificam para a santificação. Por respeito a entendimento reservado nenhum diz uma palavra sequer sobre isso.    

  Engenheiro civil nascido em Assunção, no Paraguai, em 17 de abril de 1923, Miguel mudou-se para Rondonópolis, em 1952, para trabalhar no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit em sua primeira sigla – CR).  Também foi professor. Apaixonado por futebol, foi jogador amador e treinador. Jovem ainda, namorou, mas deixou a profissão pelo sacerdócio. Permaneceu enquanto engenheiro atuando até 1962, quando entrou para um seminário em Minas Gerais. Depois de quatro anos retornou para Rondonópolis, onde o bispo Dom Wunibaldo Tauller, o ordenou sacerdote em 26 de março de 1966, numa solenidade na matriz Sagrado Coração de Jesus. No dia seguinte, celebrou sua primeira missa, naquele templo e nunca se afastou do sacerdócio até fechar os olhos para sempre, aos 85 anos, em 13 de junho de 2008, na Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis. Um dia depois seu corpo foi sepultado no cemitério de Vila Aurora, naquela cidade.    

  Em 1991 e 1999 padre Miguel foi diretor Espiritual do Seminário Maior Regional de Campo Grande (MS). Foi sua única ausência de Rondonópolis em sua longa trajetória no sacerdócio.          

Mais que sacerdote foi guia de uma grande comunidade rondonopolitana, sem nunca se deixar enveredar pelo campo partidário. Sua igreja nunca serviu de palco para candidaturas. Humano, extremamente simples, dividia seu tempo entre o altar e seus fiéis. Discretamente fazia longos jejuns. Visitava enfermos, famílias em conflito ou enlutadas por perda de entes queridos. Tinha uma palavra de fé e de estímulo cristão para todos        

MISTÉRIO – Documentalmente está em curso o projeto do pedido de beatificação – com seus autores convictos da aprovação. Não se trata de segredo de confessionário, que padre Miguel tão bem guardava, mas o assunto é extremamente reservado. Não se trata de uma causa por um santo brasileiro, até mesmo por conta da nacionalidade dele, paraguaia, mas da defesa de um nome que além de sua missão evangelizadora realizou – sustentam fiéis – algo que o credencia para ser São Miguel de Rondonópolis.  


5 COMENTÁRIOS:







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OTÁVIO PALMEIRA  05-11-2021 08:50:42
É com muita Alegria e Justiça Divina, que acredito estar sendo preparado este processo. Para mim, com o conheço, desde os idos de 1960, quando eu, então com 10 anos e Coroinha, na antiga Igreja ao lado da atual Matriz Sagrado Coração de Jesus, via sempre aquele Senhor, com muita piedade, nas missas. Ele, então Eng° do DNER, para mais tarde vê-lo depois, o Padre Miguel da Bom Pastor. Agora, confiante estou, Deus há de permitir, embora, pela minha idade e pelo longo processo que se inicia, seja quando for, o mundo terá tb mais um Santo. Santo Miguel de Rondonópolis. Por isso, e nesse certeza, imploro… Santo Miguel de Rondonópolis - Rogai por nós! Este, é o meu testemunho.

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Maria Marleide Ferreira Narciso  03-11-2021 09:45:27
Meu coração se alegra com esta reportagem, com uma noticia de esperança para nós Católicos de Rondonópolis de MT, de um Santo que viveu conosco... Tive a benção de morar e participar da Paroquia Bom Pastor, enquanto o nosso saudoso Pe Miguel estava conosco em vida! Grande catequista. Digo, que quem esteve com ele, e teve a honra de confessar com ele, e seguir as orientações dado por ele pela inspiração do Espirito Santo, jamais se esquecerá.... Ele foi único para mim... puxava a orelha mesmo... mas sempre com muito AMOR.. sempre com uma palavra que nos animava a seguir e vencer as dificuldades...

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Genilda Soares da Silva e   02-11-2021 21:03:08
Tive a graça de participar das missas presididas por Ele realmente com o carisma de Padre Miguel Ortiz nunca mais nesta cidade ,ele foi e será único.

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Maria Cavalcante de Lima   02-11-2021 16:16:13
Foi meu diretor espiritual por muitos anos. Era um homem justo e santo. Limpei várias verdes seu quarto. Sua cama era uma tábua coberta com um lençol fino . Seu travesseiro era uma grande Bíblia . Quando ia almoçar na minha casa, comia o que era o cardápio do dia. Se fizesse uma comida especial devido sua presença ele ia embora e não almoçava .Gostava muito da minha simples comida: arroz, feijão e costela com mandioca . Esse é um verdadeiro santo.

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Alaid francisca DE ramos barbosa   02-11-2021 13:46:21
Padre Miguel era um homem sério e sincero muito justo e de muita penitência não usava colchão para dormir seu travesseiro era a bíblia e vivia de muito jejum e oração estava sempre disponível a seus fiéis e muito firme nas suas decisões fiel na pobreza só tinha duas trocas de roupas e quando uma estava lavando a outra ele estava usando deixava de se alimentar pra alimentar o próximo. E vivia em oração e jejum.

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