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Cuiabá MT, Terça-feira, 24 de Maio de 2022
CIDADES
Sábado, 14 de Maio de 2022, 00h:00

MOBILIZAÇÃO

Educadores se reúnem no fim de semana e paralisam atividades na 2ª

Da Reportagem

No mês da data-base da rede estadual de educação, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) realiza hoje (14) e amanhã (15), o Conselho de Representantes. Em debate, os desafios e os direitos dos profissionais que atuam no sistema educacional em todo o Estado. No dia seguinte (16), a categoria paralisa as atividades para cobrar do governo o cumprimento da recomposição salarial, de no mínimo 21,52%.

De acordo com o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, a recomposição salarial cobrada na rede estadual tem sido comum também aos trabalhadores da educação nas redes municipais. Contudo, a convocação é para a participação massiva dos trabalhadores das unidades escolares estadual, para fortalecer a luta e organizar a paralisação.

Desde de janeiro de 2022, o piso salarial profissional nacional (PSPN) foi corrigido em 33,24%, após dois anos sem nenhuma valorização. O percentual tem como base o valor do custo aluno ano repassado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O piso nacional, agora de R$ 3.845,63, é o balizador para a correção dos pisos salariais em todo o país.

No caso de Mato Grosso, o valor do piso salarial estadual sempre esteve acima do nacional. O resultado da luta histórica dos trabalhadores da educação. Contudo, segundo o Sintep-MT, ao longo dos quatro anos de governo de Mauro Mendes, essa valorização foi perdida. “Hoje o piso salarial está com valor menor do que o nacional. Nossa luta é para que o governo equipare o valor estadual aos R$ 3.845,63. Por isso, a recomposição mínima de 21,52%”, afirmou Pereira.

Durante o Conselho de Representantes os desafios salariais da rede estadual e redes municipais, como o desmonte pedagógico da educação pública estarão em debate. Porém, serão destaque a oferta da profissionalização dos funcionários de escolas públicas, situação dos aposentados e pensionistas da educação, após o confisco previdenciário, que retirou 14% da remuneração do segmento, entre outros.

 


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