CIDADES
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012, 21h:56
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Educação se transformou em arma contra preconceito
Uma das maiores referências na luta pelo respeito e direitos dos travestis, Adriana Sales conta que ela, assim como as demais travestis, sofrem preconceitos e passam por situações constrangedoras desde o momento que acordam até quando vão dormir. No decorrer de sua formação enquanto sujeito, percebeu que não estava de acordo com os padrões que exigiam o grupo social, cultural, familiar em que se encontrava. Ela observa que se surpreendeu quando foi acusada de aberração devido aos trejeitos, comportamento e identidade. Adriana era considerada subversiva e diziam que, daquela maneira, sendo uma travesti, não poderia viver numa sociedade considerada correta e normal. Enveredei-me, então, pelos estudos, que neste momento se apresentava como único caminho para entrar no embate dessa discussão, a de compreender o sujeito travesti e sobreviver nos grupos que sempre tiveram aversão a mim, destaca. Foi nesse processo, que começou a compreender a importância de algumas instituições sociais e culturais e o que elas representam para a formação humana. Elegi a escola como foco de meus olhares, minha vida profissional e minha paixão, diz. Nessas etapas da vida, Adriana teve contato com o movimento social organizado de travestis e transexuais através de encontros nacionais e regionais promovidos e organizados pela Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, a ANTRA, da qual faz da nova diretoria (2012 a 2014). Hoje, Adriana Sales é uma das diretoras da Rede TransEduc, uma organização de Travestis e Transexuais profissionais da Educação de todo o país, que tem mais de 80 filiados. Também é vice-diretora da Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso. (AA)