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CIDADES
Terça-feira, 01 de Junho de 2010, 21h:06

MEGA-SENA

Defesa de filho acusado pede HC

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A defesa do empresário Fabiano Leão de Barros, 32 anos, entrou ontem na Justiça com um pedido de habeas corpus (HC). O empresário é acusado de tramar, junto a seu pai, Francisco Serafim de Barros, 60, superintendente afastado da Federação das Indústrias (FIEMT), um plano de execução contra seu próprio irmão, Fábio Barros Leão, 30. Segundo a polícia no Mato Grosso do Sul, Serafim e Fabiano, presos na semana passada antes que o suposto plano fosse levado a cabo, travam um embate com Fábio por uma fortuna superior a R$ 28 milhões. Assim como Serafim, Fabiano teve a prisão temporária – cinco dias – decretada pela Justiça sul-mato-grossense após investigações por escutas telefônicas. Serafim já está solto e até se pronunciou, negando qualquer plano contra seu filho e afirmando que tudo não passa de uma armação orquestrada contra ele. Mas, Fabiano permanece preso porque, no cumprimento do mandado de prisão, foi encontrado portando um arsenal e foi autuado em flagrante por porte e posse ilegal de arma. A intenção da defesa é reunir pai e filho em Cuiabá para se pronunciarem oficialmente sobre o caso à imprensa. A investigação da polícia no Mato Grosso do Sul desvendou a existência de um plano de execução contra Fábio quase que por acaso. Tudo começou com a detenção de dois pistoleiros numa estrada daquele estado portando fotos do alvo, que deveria ser morto em Campo Grande, próximo à casa de sua noiva. Mais dois pistoleiros confirmaram o plano ao delegado Rodrigo Yassaka. Os mandantes da execução seriam Fabiano e Serafim. Desde 2007, eles tentam tomar posse de um prêmio da Mega-Sena, mais de R$ 28 milhões, que Fábio recebeu em 2006. Ele preferiu que o pai recebesse e administrasse o dinheiro – bancário por praticamente toda a vida, Serafim já havia sido inclusive diretor do Banco da Amazônia S.A. Um ano depois, Fábio quis administrar o dinheiro, mas esbarrou na recusa de Serafim em transferi-lo, o que gerou uma briga judicial e familiar.

Edição EDIÇÃO 16958




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