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CIDADES
Terça-feira, 14 de Junho de 2011, 21h:16

SOROPOSITIVO

Cresce contaminação com HIV em Cáceres

CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal
O aumento do índice de casos de Aids em Cáceres tem preocupado os profissionais de saúde do município. Dados do Centro de Tratamento e Aconselhamento (CTA) da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis apontam que somente nos cinco primeiros meses de 2011 19 novos casos foram registrados, assim como foram a óbito seis pacientes que estavam em tratamento. Dos novos casos, três foram diagnosticados após a coleta feita durante o Festival Internacional de Pesca de Cáceres, quando a Secretaria Municipal de Saúde fez um trabalho de conscientização e prevenção, oferecendo o teste gratuitamente e distribuindo folhetos explicativos e preservativos. A coordenadora do CTA, Vanderly Muniz, afirma que o número de casos é maior que em igual período do ano passado. "Durante todo o ano de 2010, foram registrados dez novos casos", afirma, acrescentando que o município tem hoje 247 soropositivos registrados, dos quais 70 fazem tratamento na Capital. Dos novos casos surgidos neste ano, 13 são do sexo masculino e sete feminino, todos na faixa etária de 36 a 59 anos. Dos 247 infectados registrados em Cáceres, sete são crianças. Vanderly Muniz afirma que a situação é preocupante porque estudos comprovam que cada paciente com Aids pode contaminar três outros com o vírus HIV e esses três podem contaminar pelo menos outros cinco. O número é muito alto para uma cidade de menos de 100 mil habitantes, segundo ela, "e se continuar crescendo da maneira como está, não tardará para que tenhamos, em Cáceres, mil infectados brevemente”. A coordenadora explica que o HIV é o vírus que ainda não se manifestou em forma da doença. Além dos 177 casos sob tratamento em Cáceres, a equipe do CTA, conforme a coordenadora, trabalha com o acompanhamento de filhos de mães portadoras do vírus para que os bebês que não contraíram a doença continuem saudáveis. E há ainda os “soros discordantes”, casos em que apenas um do casal é portador da doença. O aumento considerável de homens portadores da doença se deve a vários fatores, que vão desde a infidelidade até questões religiosas. “Os homens geralmente são mais infiéis e descuidados e isso facilita a contaminação. Além disso, existem ainda os idosos que relutam em usar preservativos durante a relação e até questões religiosas”.

Edição EDIÇÃO 16958




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