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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Agosto de 2022

CIDADES
Sábado, 25 de Junho de 2022, 09h:05

EDUCAÇÃO BÁSICA

Com pandemia, a defasagem de aprendizado chega a 7 anos em MT

Segundo a Seduc, hoje, o nível de proficiência de aprendizagem do estudante da rede estadual é comparado ao de 2015

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
As aulas presenciais foram interrompidas em março passado, por conta da pandemia

A pandemia do coronavírus impactou fortemente a Educação em todo país. Em Mato Grosso, não foi diferente.

Hoje, o nível de proficiência de aprendizagem do estudante da rede estadual é comparado ao de 2015, ou seja, apresenta sete anos de defasagem.

A informação foi dada pelo secretário de Estado de Educação, Alan Resende Porto, durante a apresentação da “Avaliação Diagnóstica da Educação Básica”, realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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A intenção é de que os dados possam subsidiar as decisões pedagógicas de forma a reverter o cenário.

“A pandemia agravou ainda mais o desafio que temos para recuperar a aprendizagem desses estudantes. Mas, hoje, o que é importante é que sabemos o nível de proficiência de cada um desses alunos e que temos um plano de ação muito claro e com estratégias claras para recompor essa aprendizagem”, afirmou.

De acordo com Porto, antes mesmo da pandemia, Mato Grosso já vinha com nível alto de desafio para melhorar a aprendizagem, ocupando o 22º lugar no índice nacional do ensino médio e 14º lugar no fundamental, quando comparado as outras 26 unidades da Federação.

A Covid-19, que levou ao fechamento de escolas no primeiro ano da pandemia e, após aulas remotas, se agravou.

Hoje, segundo o secret[ario, o nível de proficiência do aluno que cursa o 5º ano do ensino fundamental é do 3º ano da mesma etapa da Educação, o que significa dizer que ele está com uma defasagem de aprendizado de três anos.

Já o estudante do 9º ano do fundamental está com proficiência de 6º ano, e o que cursa o 3º ano do ensino médio, etapa em que está prestes a ingressar em uma universidade ou faculdade, tem nível de conhecimento do 9º ano do ensino fundamental.

Entre os resultados, observou-se ainda que 75% dos alunos do ensino médio avaliados em matemática encontram-se no nível de desempenho abaixo do básico, ou seja, têm domínio insuficiente dos conteúdos da série em que estão.

Para mudar, desde o início da gestão, em 2019, a Seduc-MT implementou 120 ações e 30 políticas de impacto voltadas à melhoria do ensino público.

“Daqui a cinco anos, nós vamos estar entre as 10 melhores educações do país. Hoje, nós somos o 22º, portanto, vamos melhorar 12 posições”, disse Porto.

Em 2032, a intenção é estar entre as cinco melhores educações do país.

“A gente tem um planejamento muito claro, temos investimentos nessas ações. Temos o ‘Sistema Estruturado’, temos os materiais complementares, investimento em infraestrutura, em tecnologia para estudantes e professores, têm práticas pedagógicas diferenciadas que vão acontecer em salas de aulas”, citou.

Uma das apostas são os laboratórios de aprendizagem, que funcionam no contraturno e destinados às aulas de reforço.

“Todas as escolas já têm laboratórios de aprendizagem com professor dentro de sala, já atribuído para essa função. Ou seja, o professor de articulação tem acesso a essas informações e vai trabalhar as habilidades e competências, que são os conteúdos que aquele aluno tem deficiência. Então, ele vai elevando o nível de aprendizado para manter o nível adequado e acima do adequado”, explicou o secretário.

Ex-ministro da Educação e diretor do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas, José Henrique Paim Fernandes, reforçou a importância do trabalho.

“Nós temos um esforço muito grande no sentido de buscar uma gestão voltada para a aprendizagem e todo esse trabalho do ‘Sistema Estruturado de Ensino’ vai justamente nesta direção”, afirmou. “Quando nós vislumbramos, o que chamamos de ciclo de planejamento de gestão, o primeiro elemento central para um processo de gestão e planejamento está justamente naquilo que chamamos de medição, que é a possibilidade de a gente enxergar claramente o que está acontecendo dentro desse sistema de ensino e, por isso, essa questão da avalição é fundamental”, completou.

Atualmente, a rede estadual conta com 382 mil alunos distribuídos em 700 escolas.

A avaliação aconteceu entre 28 de abril a 12 de maio, para todos os alunos do 2º ano do ensino fundamental a 3ª série do ensino médio das escolas públicas estaduais, nos eixos de conhecimento de Linguagens e Matemática.

Nessa fase, o plano amostral envolveu 47.263 alunos de 80 escolas localizadas nas 15 Diretorias Regionais de Educação (DREs).


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