Cheiro de gás de cozinha impediu uso da arma Taser
Os policiais não precisaram fazer uso do armamento Taser - não letal - que dá um choque e imobiliza a pessoa. Eles cogitaram usá-lo, mas o forte cheiro de gás de cozinha impediu que fosse acionado, uma vez que uma faísca poderia incendiar a casa. Os policiais, então, contaram com o cansaço de Marcelo Roberto Oliveira. Ao perceber que o filho estava debilitado por causa do gás, ele resolveu se entregar. Marcelo jogou fora a faca de cozinha que apontava para o bebê e, neste momento, foi imobilizado por um PM. Claro que o uso da taser era uma alternativa. Mas naquele momento tivemos que descartá-lo, uma vez que o cheiro de gás de cozinha era muito forte, explicou capitão PM Roque do Batalhão de Operações Especiais (Rotam). A partir daí, os policiais começaram a negociar com Marcelo, que em princípio se mostrava irredutível. Ao ver que o filho não estava bem, ele mesmo resolveu se entregar. A partir daí, policiais que estavam próximos entraram na casa e resgataram as outras duas crianças que ainda estavam sob o poder de Marcelo. De lá, foram colocadas em duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Pronto Socorro de Cuiabá (PSC) para serem medicadas. (AR)