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CIDADES
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008, 21h:34

BEBIDAS

Cem comerciantes na região de Barra reclama de prejuízos

FRANCIS AMORIM
Da Sucursal
A Medida Provisória 415/2008, baixada pelo presidente Lula, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais está prejudicando cerca de 100 comerciantes de Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Aragarças (GO), cidades cortadas pelas BRs 070 e 158. A extensão da MP afeta diretamente a zona urbana e maioria dos estabelecimentos fechou as portas e demitiu funcionários. Em Barra e Pontal, a fiscalização do comércio está sendo feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que deverá firmar, nos próximos dias, um convênio com a Polícia Militar para exercer o papel de fiscalizador nas avenidas Ministro João Alberto e Governador Jayme Campos. Em Aragarças, a responsabilidade é também da PRF, jurisdição do estado de Goiás. A MP, segundo levantamento da PRF, afeta bares, lanchonetes, restaurantes, lojas de conveniências de postos e pit-dog na faixa que se estende do pé da ponte sobre o rio Araguaia, em Pontal, até o trevo das BRs 070 e 168, na zona urbana, em Barra do Garças. São 28 estabelecimentos que se enquadram na MP e estão proibidos de vender bebidas alcoólicas. “A MP não distingue as zonas urbana ou rural. Apenas que a proibição se estende nas rodovias federais e, como as cidades são cortadas por duas BRs, a venda é proibida”, disse o inspetor Juaci Roberto, chefe da 8ª Delegacia da PRF em Barra do Garças. Segundo ele, não há registro da concessão de liminar contra a MP. “A venda de bebida poderia ser proibida, mas que não prejudicasse os comerciantes com estabelecimentos na zona urbana. Como vamos sobreviver? Tiro meu sustento do bar que explorava, e agora?”, questionou a comerciantes Maria Clarice, que lidera o movimento em Barra, Pontal e Aragarças pela liberação do comércio de bebidas nas cidades.

Edição edição 16957




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