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CIDADES
Terça-feira, 02 de Março de 2010, 21h:44

JÚLIO MÜLLER

Apesar de suspensão da greve, sem acordo

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Apesar de manter a suspensão da greve, os servidores técnico-administrativos do Hospital Júlio Müller (HUJM) ainda não entraram em um acordo definitivo com a reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Na última sexta-feira, em assembleia geral, a categoria voltou ao trabalho, após paralisação que durou pouco mais de 24 horas. O movimento iniciou em função do descontentamento dos técnicos com o aumento da jornada de trabalho semanal de 30 horas ininterruptas para 40 horas semanais (com intervalo de descanso e refeição). Para colocar fim à greve, ainda na sexta-feira passada, a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder oficializou a proposta de 36 horas semanais, sendo as 4 horas restantes concedidas para programa de capacitação ou quaisquer atividades de interesse do hospital. Porém, os trabalhadores cobraram da reitoria a criação de portaria regulamentando o trabalho ininterrupto na unidade hospitalar, que funciona 24 horas, e conforme estudo feito por uma comissão paritária. Do Comando de Greve, o médico plantonista Nilson Gomes Bento informou que a portaria redigida pela reitoria apresenta distorções, como, por exemplo, confunde jornada de trabalho com turno. “Na redação, diz que o turno será de 36 horas ininterruptas. O servidor só poderá ir para casa na hora que terminar o turno”, comentou. Além disso, Nilson Bento observou que a implantação das 40 horas semanais tem provocado reflexos sérios na saúde do servidor. “Extra-oficialmente há um levantamento que mostra que houve um aumento de 70% de atestados”, informou. Ele garantiu que há uma sobrecarga de trabalho, já que os servidores têm que fazer plantões devido à falta de recursos humanos. “Isso tem provocado síndrome de bouner, que é exaustão física”, reforçou. No seu entendimento, a jornada de 40 horas semanais só daria certo se o hospital funcionasse apenas durante o dia. “Porém, o hospital é ininterrupto”. A categoria realiza nova assembleia no próximo dia 15. “Até lá, vamos manter o estado de greve”, disse.

Edição edição 16957




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