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CIDADES
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008, 21h:25

EDUCAÇÃO

Ano letivo começa com 173 escolas em obra

Das 177 reformas iniciadas no recesso escolar, apenas quatro ficaram prontas em MT. Com isso, aulas são transferidas para locais inapropriados

ALECY ALVES
Da Reportagem
As aulas na rede estadual de ensino já começaram há duas semanas e dezenas de escolas continuam em obras e os alunos sem aula. Das 177 unidades escolares que passam por reforma ou ampliação, umas, a partir de novembro, e outras, de dezembro de 2007, apenas quatro concluíram as reformas. Em Várzea Grande, município vizinho da Capital, pela segunda vez em menos de seis meses o prédio onde funcionava um clube de boliche servirá de sala de aula. O salão do antigo espaço de lazer, que fica na avenida Filinto Müller, a partir da próxima semana abrigará os alunos da Escola Estadual Adalgiza de Barros por um período estimado em 60 dias. No segundo semestre de 2007 nesse mesmo local funcionou a Escola Estadual Elmaz Gattaz. A previsão inicial era de que os alunos ficariam em salas improvisadas por menos de dois meses, entretanto a reforma atrasou e o prazo se estendeu por quase seis meses, segundo a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Aparecida Cortez. Aparecida Cortez defendeu intervenções urgentes do Estado no sentido de mudar o costume de fazer reformas durante o ano letivo em curso. No entendimento da sindicalista, é possível programa as obras para o período de férias dos alunos. No final do ano, lembrou ela, as escolas ficam quase três meses sem aula. Essa medida, assinalou Aparecida Cortez, evitaria prejuízos maiores na aprendizagem dos alunos por freqüentar salas de aula que não oferecem condições mínimas. Como exemplo, ela citou a escola Manoel Corrêa, do bairro Construmat, também em Várzea Grande, que em 2007 funcionou durante meses no salão de uma igreja. Nas salas, separadas por tapume (fina lâmina de madeira usada no entorno de terrenos onde estão sendo construídos prédios), os alunos ficaram expostos ao sol, calor forte e muito barulho devido à falta de isolamento sonoro, conforme descreveu a sindicalista. O coordenador de Obras da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Leonardo Guimarães, disse que não há como garantir que as obras comecem e terminem durante o recesso letivo. Ele explicou que a Seduc vem tentando fazer com que as ampliações e reformas aconteçam nesse período, mas o processo licitatório dos serviços nem sempre ocorre no prazo estipulado. Muitas vezes, argumentou Leonardo Guimarães, a falta de algum documento, recursos impetrados por empresas que disputam as obras e questões administrativas e até judiciais relacionadas à concorrência acabam atrasando as obras.

Edição edição 16957




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