Os agressores sexuais de crianças e adolescentes são sempre pessoas ligadas ao convívio familiar, na maioria dos casos, parentes. A informação é reiterada nos registros feitos este ano na região norte de Cuiabá, conforme a coordenadora do 3° Conselho Tutelar, que cobre a área com 33 bairros, Edileuza Souza Santos. Todos os casos são com alguém muito próximo da família, ou padrasto, ou tio, ou conhecido. Não tivemos nenhum caso com estranho, enfatizou. Edileuza lembrou o caso veiculado recentemente na imprensa da menina de 13 anos que era estuprada há dois pelo padrasto e acabou grávida. O fato acabou na Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e o agressor está preso. Outro caso lembrado por ela foi da menor de 15 anos estuprada por um antigo vizinho, que ficou albergado no sistema prisional e, quando voltou, disse que tinha um presente de aniversário à adolescente. A menina acabou estuprada na rua, atrás do IML, no Carumbé. A coordenadora informou que a maioria dos casos é descoberta depois que a criança apresenta algum desvio comportamental e acaba comentando sobre o assunto na escola.