BRASIL
Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006, 19h:47
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POSSE
Solenidade não terá chefes de Estado
LEONENCIO NOSSA
Da Agência Estado Brasília, DF
A solenidade de posse do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em primeiro de janeiro de 2007, deixará de contar com a presença de outros chefes de Estado. Por decisão de Lula, as cerimônias serão simples, sem a pompa e grandiosidade de 2002. Até mesmo o tradicional jantar no Itamaraty para delegações estrangeiras foi descartado. Toda a festividade solene da investidura no cargo segue um protocolo de 1972. À tarde, ele e a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva seguem da Catedral de Brasília para o Congresso no Rolls-Royce da Presidência. Por volta de 15 horas, Lula fará um juramento diante de senadores e deputados no plenário. Depois de ler o termo de posse, o presidente reeleito vai para o Palácio do Planalto. Lula poderá subir a rampa do palácio com a faixa presidencial. O vice-presidente reeleito José Alencar também passa pela rampa. Em 1998, o então presidente reeleito Fernando Henrique Cardoso recebeu a faixa do Cerimonial do governo. No Parlatório, Lula discursará para os que estiverem na Praça dos Três Poderes. Dentro do palácio, o presidente deverá fazer um pronunciamento curto para 700 convidados. A administração federal chamará representantes de diversos segmentos, como empresários, sindicalistas, parlamentares, esportistas, intelectuais e líderes sociais. Ainda no palácio, Lula dará posse aos ministros no Salão Nobre. Por tradição, o primeiro empossado será o ministro da Justiça, ocupante da pasta mais antiga do Poder Executivo. Em 2004, o então chefe da Casa Civil e deputado, José Dirceu (PT-SP), baixou uma regra para ser o primeiro. A atual chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que o sucedeu, mandou os assessores restabelecerem o preceito original Na Esplanada, ministros e pessoas próximas do presidente não falam de roupas e cabeleireiros. Afinal, poucos estão certos de permanecer no Executivo. Para complicar, Lula deixará para as últimas semanas deste mês os anúncios de nomes do novo ministério. O presidente sugeriu até mesmo que poderá deixar para janeiro a lista completa da equipe.