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BRASIL
Quarta-feira, 05 de Maio de 2010, 20h:51

PRODUTIVO

Serra quer ser presidente da produção

SANDRA HAHN
Da Agência Estado – Porto Alegre, RS
O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem que será "o presidente da produção", caso vença as eleições de outubro. "Do ponto de vista do Brasil, o que eu quero é o desenvolvimento sustentável", pregou, durante palestra a um público empresarial. "Se eu for presidente da República, eu vou ser o presidente da produção", prometeu, recebendo aplausos do público que ocupou mais de 300 lugares na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul). Na palestra, Serra afirmou que o Brasil precisa recuperar a "ideia de planejamento" e defendeu um "plano nacional de desenvolvimento regional". "Nós temos um Ministério da Integração que vai atuando no varejo", afirmou. Para Serra, a política do ministério é mais voltada para macrorregiões menos desenvolvidas, o que considerou acertado, mas ela "também não tem uma diretriz clara". Para as sub-regiões problemáticas, "não há nenhuma política", segundo ele. Ontem, ao falar para empresários e líderes comunitários em Santa Maria (RS), Serra disse que pretende enfrentar os problemas econômicos "com muito tesão". 'Saiu de moda' - Serra falou também sobre o controle de custos, dizendo que tal prática "saiu de moda" no País. "Saiu de moda", acrescentou, dizendo que "alguns Estados e municípios fazem, mas nacionalmente saiu de moda". Como exemplo de corte de custos, citou que em seu governo em São Paulo foram cortados 30 a 40% dos cargos de livre nomeação e "ninguém notou". Em uma crítica ao governo, afirmou que, de alguns anos para cá, as agências reguladoras passaram a ser "loteadas politicamente". Voltou a dizer que defende um "ativismo governamental", com função reguladora em vez de interventora, e disse que não aceitou indicações políticas para cargos de direção e secretarias quando governou São Paulo. Para ele, há um fenômeno "grave na política brasileira" quando "se substitui a ética individual pela ética do partido". Sem citar a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, Serra disse que o regime para a indústria automotiva adotado no governo Fernando Henrique Cardoso foi a principal medida de política industrial nos últimos 25 anos. "Eu digo isso até porque, de repente, se fala de política industrial como se fosse algo novo, que teria surgido só recentemente", emendou. A adversária petista, quando esteve no Rio Grande do Sul, em abril, defendeu a política industrial do governo Lula. "Nós fizemos, fazemos e teremos de fazer política industrial, algo que muitos antes de nós consideravam prova de insensatez e atraso", afirmou Dilma, na ocasião.

Edição EDIÇÃO 16958




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