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BRASIL
Sábado, 05 de Fevereiro de 2005, 13h:28

Quesitos: Jurados nem sempre são especialistas

O resultado do desfile das escolas de samba está nas mãos de 40 pessoas pouco ou nada conhecidas do grande público. São os jurados, cujos nomes e rostos, salvo exceções, só aparecem nesta época do ano. Alguns dos dez quesitos pedem conhecimento técnico. Os julgadores de bateria, por exemplo, são músicos, como o maestro Geraldo Vespar e o violonista Jorge Simas; os de fantasia são estilistas ou têm outras funções no mundo da moda. Mas como se identifica um especialista em evolução, enredo ou conjunto? Neste grupo de jurados entra gente cuja credencial é, supostamente, gostar dos desfiles e conhecê-los. São historiadores, jornalistas e publicitários, entre outros. "Eu sou jurado porque adoro ver desfiles. E acho gostoso ficar dez horas vendo escolas de samba porque uma não é igual a outra. Há sutilezas e idiossincrasias, como se cada uma tivesse personalidade própria'', diz o publicitário Lula Vieira, jurado de conjunto. Vieira foi jurado por cinco anos na década passada. De alegorias e adereços e, depois, evolução. Está voltando para julgar o mais subjetivo dos quesitos. "Ele se mistura um pouco com evolução, mas pede uma visão mais geral. Vou levar em conta o cromatismo das escolas, a lógica delas, mas é realmente subjetivo. Depois de vê-las é que vou fechar um critério”, adianta Vieira. Os jurados recebem R$ 1.650 pelos dois dias de trabalho. Como não podem sair das cabines (cinco ao longo do Sambódromo), têm serviços de jantar e café da manhã. Podem consumir bebidas alcoólicas e levar um acompanhante, com quem conversam no intervalo entre as escolas.

Edição edição 16957




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