A direção nacional do PSB confirmou o apoio formal à candidatura de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência da República. O partido também aprovou resolução que diz que candidatos nos Estados devem preferencialmente apoiar candidatos da base aliada e que todos terão que fazer campanha para a ex-ministra - mesmo aqueles que se coligarem com o PSDB regionalmente. A decisão acontece depois de quase um mês de o partido desistir de ter candidatura própria. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) insistiu em concorrer, mas estava totalmente isolado e não obteve apoio nem do próprio PSB. Desde então, ele está sumido da vida pública e também não compareceu ao encontro de sexta-feira. O governador Cid Gomes (CE), irmão do deputado, foi outro que não esteve presente. "Acho que isso mostra que a ferida do fator Ciro ainda existe e está acabando de cicatrizar", disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Segundo dirigentes, a legenda teria muito a perder nos Estados caso tivesse candidato para presidente. Ainda na tarde desta sexta-feira, a cúpula segue para São Paulo para o lançamento da pré-candidatura de Paulo Skaf para o governo. Lá, por exemplo, PSB e PT estão separados, já que Aloizio Mercadante (PT) também é candidato. APOIO O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci desistiu de concorrer a um novo mandato de deputado federal pelo PT nas eleições deste ano. Palocci, deputado por São Paulo, optou por se dedicar integralmente à campanha à Presidência da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), da qual já é coordenador, segundo informação de um parlamentar do partido. Na sexta-feira, Palocci acompanhou Dilma em Nova York, onde a petista fez palestra e conversou com investidores norte-americanos. Ministro da Fazenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre janeiro de 2003 e março de 2006, Palocci está no segundo mandato de deputado federal. Ele deixou o ministério sob escândalo que envolveu a quebra do sigilo bancário de um caseiro.