BRASIL
Domingo, 23 de Julho de 2000, 19h:20
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BANCOS
PF ainda sem pistas de Cacciola
A Polícia Federal ainda não tem pistas sobre o paradeiro do dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, foragido desde a última quarta-feira, quando o presidente do STF, Carlos Velloso, cassou a liminar que lhe concedia habeas corpus. O dono do banco Marka foi solto no dia 14 deste mês, por decisão do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, contrário à prisão preventiva do banqueiro. Cacciola é acusado pelos crimes de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro público, peculato e corrupção ativa na operação de socorro do Banco Central ao Marka. A Polícia Federal está mobilizada em buscas por todo o país, checando informações, inclusive a de que o banqueiro estaria no exterior, como afirmou o advogado José Carlos Fragoso. Segundo disse Fragoso ao jornal "O Globo'', semana passada, Cacciola estaria em um spa, porque "estava inseguro e fragilizado'' depois de 37 dias preso na carceragem do Ponto Zero, no Rio de Janeiro. "Essa é uma possibilidade que existe, mas na qual não podemos nos fiar'', disse o assessor de imprensa da PF, Clóvis Franco. Estão sendo feitos levantamentos de vôos não-comerciais, para verificar se o banqueiro teria deixado o Brasil em avião particular. Até a tarde de sábado, não havia nenhum registro de sua saída por esse meio. Já houve, também diligências sem resultados positivos em endereços em que Cacciola poderia estar, na Barra da Tijuca (zona sul do Rio) e na região serrana do Estado. De acordo com a assessoria da PF, "o nome do banqueiro já estava nos aeroportos internacionais''. Se ele viajasse em vôos comerciais nos seis dias em que esteve em liberdade condicional, a PF comunicaria o fato ao Ministério Público, embora não pudesse prender o dono do Marka. Como tem dupla cidadania (brasileira e italiana), não será possível prendê-lo caso tenha ido para a Itália ou algum outro país com o qual o Brasil não tenha acordo de extradição.