O porteiro do edifício London, Valdomiro da Silva Veloso, que estava de serviço na noite da morte de Isabella Nardoni, disse à Justiça que passaram-se dois minutos entre a queda da menina e a chegada do pai dela, Alexandre Nardoni, ao jardim do prédio. O funcionário relatou não ter ouvido gritos ou percebido qualquer anormalidade no edifício naquele dia. Veloso explicou que estava dentro da guarita, com os vidros fechados, pois fazia frio, quando ouviu um barulho semelhante ao de uma batida de carro. Quando abriu a janela, percebeu que a menina estava caída no jardim. Em seguida, informou o ocorrido ao morador do primeiro andar, Antonio Lúcio Teixeira, para que ele chamasse o resgate. Dois minutos depois, relatou o porteiro, Alexandre apareceu sozinho no térreo dizendo que haviam arrombado seu apartamento, cortado a tela de proteção e jogado sua filha da janela. Segundo Veloso, Alexandre insistia para que ele subisse para procurar o invasor. Poucos minutos depois, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, apareceu e, sem olhar a menina, dirigiu-se a Veloso aos xingamentos, apontando falta de segurança no prédio.