A obra cercará a Ponte da Amizade e terá 1,5 quilômetros de extensão e 3 metros de altura, perpendicular ao Rio Paraná
A Receita Federal e a Polícia Federal resolveram tomar uma nova medida para dificultar o contrabando na fronteira entre o Brasil e o Paraguai e devem começar ainda este mês a construção de um muro na região. A obra cercará a Ponte da Amizade e terá 1,5 quilômetros de extensão e 3 metros de altura, perpendicular ao Rio Paraná. A barreira deve ficar pronta em julho e terá, no alto, uma concertina, tela circular usada em presídios, segundo divulgou a Agência Brasil terça-feira, 13. Contudo, a Reuters havia informado na última segunda, com base em fontes oficiais, que a construção seria apenas um rumor e que o governo faria apenas uma reforma na Ponte da Amizade. A auditora da Receita Federal em Foz do Iguaçu Cristiane Larcher confirmou a obra e afirmou que a estratégia é evitar que cigarreiros e os demais contrabandistas cheguem próximo ao Rio Paraná para apanhar as mercadorias arremessadas do lado paraguaio, informou a Agência Brasil. "Vamos fazer um cercamento impedindo que essas mercadorias sejam apanhadas por pessoas que trabalham ali como laranjas ou mulas transportando essa mercadoria de forma ilegal", disse Cristiane. FISCALIZAÇÃO Desde outubro do ano passado a fiscalização na Ponte da Amizade está sendo feita 24 horas por dia. Foi cancelado o sistema de amostragem e agora todas as pessoas que passarem pela ponte serão submetidas à fiscalização. Cristiane Larcher admite à Agência Brasil, no entanto, que o problema do contrabando não será solucionado totalmente com a construção do muro. Além do muro, a Receita Federal, juntamente com as polícias Federal e Rodoviária Federal, vão intensificar a fiscalização em outras áreas da fronteira, como hotéis que servem de depósito de mercadorias, estradas rurais e ainda a nova rota do contrabando pela cidade de Guairá, também no Paraná. Depois de receber críticas pela construção do muro, o Ministério da Fazenda divulgou nota na qual ressalta os objetivos de construção e nega qualquer intenção de separar os dois países.