Justiça do Rio nega prisão preventiva para os dois PMs
O juiz Alberto Fraga, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou o pedido de prisão preventiva dos policiais militares Marcelo Bigon e Marcelo Leal de Souza Martins, cabo e sargento do 23º Batalhão (Leblon), feito pela Corregedoria da Polícia Militar. O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou na noite de sexta-feira a prisão administrativa dos dois policiais após Roberto Bussamra, pai de Rafael Bussamra - que confessou ter atropelado na terça (20) Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães prestar depoimento. Duarte também determinou que a Corregedoria fizesse o pedido da prisão preventiva. De acordo com a assessoria da PM, os dois militares ainda não foram presos administrativamente. Eles já fizeram contatos e deveriam se apresentar ainda ontem, sábado. O Tribunal de Justiça não informou a justicativa do juiz para a negativa do pedido de prisão preventiva. A PM ainda não se manifestou sobre o assunto. Bussamra disse ontem que os policiais que liberaram o Siena de seu filho pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro depois, na praça Mauá, centro do Rio. O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento, já pela manhã de quarta-feira, mas recebeu uma ligação da mulher informando que a vítima era filho da atriz e estava morto. Segundo o depoimento, ele passou mal com a notícia e os policiais deixaram o local com R$ 1.000. Rafael Mascarenhas chegou a ser levado com vida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao final do procedimento médico.