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Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 02 de Junho de 2001, 15h:57

SENADO

Inquérito incrimina Regina Borges

Uma investigação interna do Congresso descobriu contratos irregulares de R$ 5,8 milhões assinados por Regina Borges, quando era diretora do Prodasen, o serviço de processamento de dados do Senado. As irregularidades estão concentradas na compra de equipamentos e móveis. O inquérito foi feito por uma comissão de sindicância e encaminhado para a Secretaria de Controle Interno do Senado. O resultado complica ainda mais a vida da ex-diretora, que participou da violação do painel eletrônico do Senado. Ao final do processo, a ex-diretora do Prodasen corre o risco de ser demitida. A ex-diretora do Prodasen responde a um inquérito interno pela violação do painel. A comissão de sindicância foi criada para investigar denúncias contra Rubens Galerani, ex-representante do governo da Bahia em Brasília e amigo pessoal de Antonio Carlos Magalhães. Galerani era suspeito de intermediar contratos irregulares no Prodasen. A investigação não encontrou provas contra Galerani, que foi absolvido. Mas anotou acusações contra Regina Borges. O maior problema está no contrato para compra de uma "sala cofre", instalada no Prodasen para garantir proteção ao computador central do Senado. O equipamento, um cofre de 154 metros quadrados, foi comprado da Aceco Produtos de Escritório, uma empresa de Brasília. A compra foi feita sem concorrência, sob o argumento de que a Aceco era a "única empresa no mercado mundial" que produzia este tipo de cofre. A comissão de sindicância concluiu que a justificativa não era verdadeira. Os auditores do Senado descobriram que o mesmo contrato foi usado como um guarda-chuva para compra de mais equipamentos fornecidos pela Aceco sem concorrência. Foram três adendos ao contrato original, que somaram mais R$ 984 mil. Por conta da "sala cofre", a empresa forneceu até estantes para a biblioteca do Prodasen.

Edição edição 16957




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