A reforma pode começar amanhã, com a nomeação de Suassuna para o ministério da Integração
O presidente Fernando Henrique Cardoso começou anteontem entendimentos com os partidos aliados para ampliar a reforma ministerial e recompor a base política do governo no Congresso Nacional. A reforma deve atingir seis ministérios e pode começar amanhã com a indicação do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) para ocupar o ministério da Integração Nacional. No pacote ministerial, o novo líder do governo no Senado deverá ser do PMDB como alternativa ao veto do PFL à indicação do senador Geraldo Mello (PSDB-RN) para o cargo. A candidatura do deputado Heráclito Fortes (PI) para o cargo de líder do governo no Congresso, entretanto, pode vingar, uma vez que o presidente deseja indicar o líder Arthur Virgílio (AM) para uma pasta. Já Suassuna é uma alternativa para fortalecer o grupo do presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), que luta para manter o PMDB contra a candidatura à presidência do governador de Minas, Itamar Franco. Serão fortalecidos os grupos do senador Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL, do presidente do PMDB, Jader Barbalho, e do ministro José Serra, da Saúde, no PSDB. No PMDB será reforçada a ala contra Itamar.