O projeto de assentamento da Fazenda Ceres teve início em 2001, com a compra da propriedade por R$ 2,3 milhões - R$ 7,5 mil por alqueire. Na época, a Força Sindical tinha feito convênio com o Banco da Terra para atender as 72 famílias. O presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, tem ligações com Piraju - sua mulher é da cidade. O Ministério Público Federal concluiu que a área teve um sobrepreço de 77,3%, uma vez que seu valor máximo deveria ter sido estabelecido em R$ 1.297.464. Perícia realizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pela Fundação Itesp apontou que o valor venal da fazenda na época da venda era de R$ 1.464.561,63. O juiz federal João Eduardo Consolim, da 1ª Vara Federal de Ourinhos (SP), recebeu denúncia oferecida pelos procuradores da República Antônio Arthur Barros Mendes e Célio Vieira da Silva e abriu processo contra Paulinho e mais 11 pessoas pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. Entre os acusados estão o assessor de Paulinho, João Pedro de Moura, e o então prefeito de Piraju, Maurício de Oliveira Pinterich (PSDB), atual subprefeito do Butantã, em São Paulo.