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BRASIL
Terça-feira, 12 de Dezembro de 2006, 19h:47

ELEIÇÃO

Costa defende reeleição de Rabelo

EDUARDO KATTAH
Da Agência Estado – Belo Horizonte, MG
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu ontem um acordo entre os partidos da base aliada ao governo pela recondução do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), ao cargo. "Acho que a continuidade do trabalho do Aldo é muito boa para a Câmara dos Deputados. Vejo que, a essas alturas, os partidos aliados, inclusive o PT, começam a entender assim também", disse Costa, ao participar pela manhã da inauguração da sede reformada da prefeitura de Belo Horizonte. A coalizão em torno do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo mandato tem dois possíveis candidatos: Rebelo, que resiste em assumir a candidatura, e o líder do governo na Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), cujo nome foi lançado. O PMDB, partido do ministro das Comunicações, promete escolher hoje o candidato para a disputa, que acontece em fevereiro. A legenda, dona da maior bancada de deputados (89), reivindica o direito de ter aspirante a presidente da Câmara. Para Costa, porém, o presidente da Câmara demonstrou que é "uma pessoa que tem um perfil para o cargo" e possui "relação com todas as lideranças partidárias". "Vejo o Aldo como uma pessoa que consegue, com a sua eleição anterior e com a proposta de sua reeleição agora, chegar a todos os partidos políticos da base aliada." O presidente da Casa tem o apoio de Lula para continuar na função. Presente no evento, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, disse que está convencido de que, até fevereiro, as siglas chegarão a um entendimento para o lançamento de um nome de consenso. Embora tenha tratado como um "processo natural" o lançamento de candidaturas preliminares neste momento, Dulci recomendou "bom senso" às agremiações aliadas à administração federal. "Estou convencido de que os partidos da coalizão, todos os partidos da base aliada, terão apenas um candidato na hora da eleição. Até lá, é um processo natural. Os partidos têm peso, querem demonstrar que podem apresentar, preliminarmente, os seus nomes", afirmou. "Tem que haver bom senso para avaliar desses vários nomes apresentados qual é aquele que melhor unificará a base aliada." O ministro das Comunicações lembrou a eleição do ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), que se beneficiou da divisão no PT. Segundo Costa, o Poder Executivo aprendeu com os erros. "Repetir o ano passado eu duvido. Acho que a gente aprende com os erros, acho que, no ano passado, faltaram, exatamente, conversas de alto nível, faltou entendimento no topo da pirâmide, vamos assim dizer, pirâmide política." Permanência - Ele demonstrou estar confiante de que permanecerá à frente do ministério no segundo mandato do presidente reeleito. Sobre o assunto, disse que tem se reunido, "permanentemente, com o presidente". "As últimas reuniões que tive com ele foram, exatamente, para tratar da proposta da comunicação para os próximos quatro anos. Estou entendendo que o presidente fará, pelo menos por enquanto, reformas pontuais, específicas de alguns ministérios." Costa afirmou, porém, que se trata de uma decisão "única e exclusiva do presidente da República".

Edição edição 16957




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