NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

BRASIL
Segunda-feira, 01 de Março de 2010, 22h:03

IMPEACHMENT DE ARRUDA

Câmara do DF adia votação de parecer

A Câmara Legislativa do Distrito Federal adiou para quinta-feira a votação do parecer aprovado pela comissão especial que pede o impeachment do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido). No mesmo dia, será julgado o pedido de liberdade de Arruda, preso desde o dia 11 de fevereiro na Polícia Federal, no STF (Supremo Tribunal Federal). A previsão era que o texto - assinado pelo deputado Chico Leite (PT - fosse analisado ontem. O adiamento foi provocado porque a Casa ainda não publicou no "Diário Oficial" da Câmara a aprovação do parecer do petista que defende a cassação de Arruda por ter cometido pelo menos três crimes de responsabilidade. Na sessão marcada para hoje, os deputados distritais devem fazer a leitura do parecer. Se o texto for aprovado pelo plenário, com o voto de 13 dos 24 distritais, abre-se um prazo de 20 dias para a defesa do governador. Um novo parecer terá que ser produzido para ser votado novamente pela comissão especial. Aprovado, o texto segue para o plenário. Nessa votação, o texto só será validado se tiver o voto favorável de 16 dos 24 deputados. Com o parecer acatado, Arruda é afastado por 120 dias e o pedido de cassação será julgado por um tribunal composto por cinco desembargadores e cinco deputados distritais. Para a votação dos processos de impeachment, a Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem convocar sete suplentes de deputados distritais para tomarem posse. Os suplentes vão substituir os parlamentares que são acusados de participação no esquema de corrupção e que foram suspensos por decisão da Justiça local da análise do processo. Ao todo, a Justiça afastou oito deputados distritais da votação dos processos, mas o ex-presidente da Casa, Leonardo Prudente (sem partido), flagrado colocando dinheiro de suposta propina nas meias, renunciou ao cargo na sexta-feira para escapar do processo de cassação e não perder os direitos políticos. O suplente Raad Massouh (DEM) assume o mandato definitivamente. Segundo o presidente interino da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), os suplentes vão receber por dias trabalhados --tendo direito a aproximadamente R$ 413 por sessão. O salário de um deputado distrital é de R$ 12.400. Os suplentes não terão direito a outros benefícios, como a verba indenizatória de mais R$ 11.000. A Câmara Legislativa recorreu ao STF para evitar a posse dos suplentes. A Corte ainda não analisou o recurso. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou parecer ao STF recomendando a manutenção do afastamento. Para o procurador-geral, a participação dos distritais atenta contra a moralidade, o bom senso e a lógica comum.

Edição edição 16957




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL