Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, estão no Haiti desde a tarde da última quarta-feira, 16, avaliando o desempenho brasileiro na Missão das Nações Unidas na Estabilização do Haiti (Minustah). Eles negociam com o representante da ONU no país, o guatemalteco Edmond Mulet, o aumento do efetivo militar do Brasil no país caribenho. As Nações Unidas pedem que o Brasil eleve seu atual efetivo em cem homens - 80 na Companhia de Engenharia e mais 20 fuzileiros navais. Atualmente, o Brasil possui o maior contingente na Minustah, 1.200 militares, sendo cerca de mil do Batalhão Brasileiro e 200 da Engenharia. A solicitação é para que o acréscimo seja realizado já no sétimo contingente brasileiro - a Força Pampa, proveniente na maioria do Rio Grande do Sul e com homens da engenharia do MS, que começa a chegar ao Haiti no final de maio - e decorre da pacificação das regiões mais violentas do país e a mudança de rumos da Minustah. Como o aumento de efetivo militar em uma missão de paz é uma decisão política e depende também de aprovação de recursos do Congresso, a comitiva conta com políticos-chave que podem ou poderão a vir a colaborar para que o Brasil acate o pedido da ONU.