BRASIL
Quinta-feira, 07 de Abril de 2011, 21h:04
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TRAGÉDIA NO RIO
Atirador invade escola e mata 11 crianças
Wellington Menezes de Oliveira se aproveitou do fato de ter sido aluno da escola, que atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos, para promover massacre
Agência Brasil
Com Redação
Um rapaz de 24 anos entrou na manhã de ontem na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo (zona oeste do Rio), e disparou diversos tiros contra os alunos. Dez meninas e um menino morreram. Dez meninas e três meninos ficaram feridos. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, baleado pela polícia, cometeu suicídio em seguida. Várias das crianças foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio, como o hospital Souza Aguiar, no centro. Morreram: Karine Chagas de Oliveira, 14 anos; Rafael Pereira da Silva, 14 anos; Milena dos Santos Nascimento, 14 anos; Mariana Rocha de Souza, 12 anos; Larissa dos Santos Atanázio; Bianca Rocha Tavares, 13 anos; Luiza Paula da Silveira, 14 anos; e Laryssa Silva Martins, 13 anos. O corpo do atirador está no Instituto Médico Legal (IML). O enterro das crianças deve ocorrer hoje. A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos - da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã. O crime teve repercussão internacional. A presidente Dilma Rousseff chorou e pediu um minuto de silêncio por alunos mortos. Na escola, Wellington foi direto para a secretaria, onde falou com a professora de artes, por quem foi reconhecido, por ter sido aluno da escola. Ele disse que iria fazer uma palestra para os estudantes, já que o colégio está completando 40 anos e vinha chamando ex-alunos para falar sobre suas experiências durante o período escolar. Wellington estudou por quatro anos na escola. A professora atendia uma pessoa na hora e pediu que ele aguardasse um pouco para, em seguida, falar com ele. Wellington não esperou e foi logo para o primeiro andar, onde os alunos já estavam em sala de aula. O atirador estava munido com dois revólveres, que carregava numa mochila, e começou a atirar nos estudantes, indiscriminadamente. Os disparos foram feitos sempre na parte da cabeça e do tórax, praticamente à queima-roupa. Em seguida, ele subiu a escada para o segundo andar, onde invadiu outra sala de aula e voltou a atirar nos estudantes. Nesse momento, um dos alunos, ferido sem gravidade, consegue escapar e aciona o sargento da Polícia Militar, Márcio Alves, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária da corporação, que apoiava uma operação contra o transporte irregular do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro). A criança ferida foi levada para o hospital e o policial foi direto para a escola, onde começou a fazer uma varredura, já que ele tinha informações de que, no prédio, havia dois atiradores. Na escadaria de acesso ao terceiro pavimento, o sargento Alves se deparou com Wellington, a quem deu voz de prisão. Ele disparou contra o militar e acabou ferido na perna. Em seguida, apontou a arma para sua própria cabeça e se suicidou. De acordo com a Polícia Civil, Wellington premeditou o crime. Ele tinha seis carregadores de tambor de revólver, o que facilita municiar a arma. Usava inclusive uma luva na mão direita para dar firmeza ao empunhar o revólver.