BRASIL
Segunda-feira, 07 de Junho de 2004, 19h:55
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SALÁRIO/MÍNIMO
Aprovação no Senado depende da unidade do PT, diz Genoino
O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou, em entrevista publicada ontem no site da legenda, que a aprovação do mínimo de R$ 260 no Senado passará pela unidade da bancada petista na Casa. Embora reconheça que o governo terá mais dificuldades do que teve na Câmara, ele disse acreditar que a MP (medida provisória) que determina o reajuste deverá ser aprovada pela maioria dos Senadores. Vamos lutar para que a bancada do PT no Senado vote unida com o governo porque a unidade do PT vai influenciar positivamente as bancadas aliadas. Considero que existem razões econômicas, orçamentárias e políticas para a bancada petista votar o reajuste do salário mínimo, afirmou Genoino, que disse que vai ter uma conversa muito paciente com os 13 senadores petistas. Na semana passada, os petistas Ana Julia Carepa (PA), Cristovam Buarque (DF), Paulo Paim (RS) e Serys Slhessarenko (MT) disseram que não votariam a favor da medida provisória editada pelo governo. Genoino avalia ainda que a maioria do senadores da base aliada vai se sensibilizar com o fato de o governo ter se comprometido em pagar dívidas de governos anteriores com os aposentados. Alguns senadores, mesmo discordando do valor do salário mínimo, vão ter uma atitude de grandeza com o governo Lula, com o PT e com a Câmara, disse. Para garantir a aprovação da MP, o governo precisa dos votos de 41 dos 81 senadores. Para convencer petistas e os indecisos da base, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, deve comparecer nesta semana ao Senado. ALENCAR O vice-presidente José Alencar, figura de maior projeção hoje no PL, afirmou ontem durante discurso a correligionários que a legenda tem que demonstrar coesão nas questões de maior importância para a administração pública, o que foi entendido como um recado aos senadores liberais que ameaçam votar contra a medida provisória que estabeleceu o salário mínimo em R$ 260. Apesar disso, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto (SP), disse que vai conversar com os dissidentes, mas que a tendência é de liberação da bancada. Somos parte do governo e precisamos, também, nas questões de maior importância, mostrar que o PL está coeso no apoio aos anseios que norteiam a administração pública. O partido é um partido do governo, ganhou as eleições junto com o presidente, afirmou Alencar ao discursar durante encontro nacional do partido ocorrido na Câmara dos Deputados. Após sua fala, o vice-presidente disse em entrevista que se fosse ele o responsável pelo voto, votaria com o governo. Lamento muito por não votar, se votasse, votaria com o governo, afirmou Alencar, que não esconde suas críticas a pontos da política econômica do governo, principalmente as taxas de juros. O vice-presidente confirmou que vai procurar os três senadores da legenda, Aelton Freitas (MG), que era seu suplente, Magno Malta (ES) e Marcelo Crivella (RJ). Os dois últimos já declararam que pretendem votar contra os R$ 260.