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BRASIL
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009, 19h:34

QUÉRCIA

Aécio Neves não tem espaço no PMDB

CAROLINA RUHMAN
Da Agência Estado - São Paulo
Preterido pela cúpula do PSDB como postulante à cabeça de chapa da legenda nas eleições presidenciais de 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também poderá enfrentar grande resistência de uma ala do PMDB, caso resolva trocar de partido para concorrer à sucessão de Lula. Questionado sobre a possibilidade de o governador mineiro deixar o ninho tucano, o ex-governador de São Paulo e presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, disse à Agência Estado que não há espaço para Aécio no PMDB. Além da crença de que não há espaço para Aécio no PMDB, o ex-governador também argumentou: "É inviável ele se arriscar a vir para o PMDB, porque o partido está dividido." Quércia é um dos peemedebistas que apoiam a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, para o Palácio do Planalto em 2010. Apesar da afirmação de que Aécio não teria espaço no PMDB, Quércia disse que possui boas relações com o governador mineiro, de quem se disse "muito amigo". Ele avaliou, ainda, que caso Aécio troque de fato de partido, terá de haver um "entendimento" dentro do PMDB. E voltou a enfatizar que Serra é "a melhor solução para o País". Oficialmente, Aécio nega a intenção de sair do PSDB e nos bastidores tem trabalhado para viabilizar sua candidatura dentro da legenda. No começo do mês, ele anunciou que iniciaria em março uma série de viagens pelo País para discutir um projeto para o Brasil "pós-Lula", nos moldes das caravanas realizadas por Lula antes de vencer a disputa presidencial. Mesmo com todos os esforços que tem feito, Aécio ficou praticamente sem um aliado de peso no maior colégio eleitoral do País, São Paulo, após a nomeação de Geraldo Alckmin para compor o secretariado de Serra. A direção do PSDB frisa que ainda não tem candidato para disputar o Palácio do Planalto. E alega que vai buscar um entendimento entre os dois potenciais candidatos (Serra e Aécio), o que poderia passar por um acordo para acabar com a reeleição e instituir um mandato de cinco anos. Na falta de entendimento, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, admite a possibilidade de realizar uma prévia - opção defendida por Aécio, mas não por Serra. Aécio foi procurado pela reportagem da Agência Estado, mas sua assessoria informou que ele estava ocupado nas atividades de governo, dando assistência aos afetados pelas fortes chuvas que atingiram o Estado de Minas Gerais.

Edição edição 16957




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