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Azul
Sábado, 02 de Junho de 2001, 12h:18

Luisa observava costureiras

AUGUSTO PINHEIRO
Da Agência Folha
Aos 14 anos, Luisa Matsushita, 17, assistente do estilista Caio Gobbi, passava as tardes em um ateliê de costureiras próximo à sua casa, em Campinas (SP). "Ficava vendo-as trabalhar. Como não sabiam desenhar, eu fazia os croquis para alguns clientes", conta. Ao mesmo tempo, aprendeu noções de corte e costura. Incentivada pelas costureiras, que diziam que tinha talento para moda, Luisa fez um curso profissionalizante de estilismo. Logo depois, atenta aos conselhos do professor, matriculou-se em uma escola de corte e costura. "Ampliei meus horizontes. Fazia as minhas roupas e as das minhas amigas", lembra. O que até então era apenas hobby mudou de direção no ano passado, quando Luisa soube que a organização da Semana de Moda estava à procura de "novíssimos talentos". "Produzi duas amigas magras com meus modelos e enviei um portfólio", conta. Não foi escolhida, mas ganhou um estágio no evento, que apresenta desfiles duas vezes por ano em São Paulo. Depois da primeira experiência profissional, recebeu várias propostas de trabalho e escolheu a de Caio Gobbi. Teve de se mudar para São Paulo, aos 16 anos, e hoje mora com dois amigos. "Aprendi muito em um ano. Estou adorando me envolver com pessoas que antes só via em livros e revistas", diz Luisa, que também faz desenhos para o site de Glória Kalil, autora de "Chic". Luisa define seu trabalho com Gobbi como de "estilista-mirim". "Ajudo a criar as coleções. É legal e gratificante ver alguém na rua usando uma estampa que fiz." Estilista da Cavalera começou aos 7 A estilista da marca Cavalera, Thais Losso, 26, conta que começou a se interessar por moda aos 7 anos. "Meu pai comprou aquelas bonequinhas de papel com as roupinhas. Só que eu não me contentei com aquilo e comecei a desenhar outras peças para elas", lembra. Depois, foi a vez de desenhar e costurar "trapinhos" para suas bonecas Susi. Aos 9 anos, em uma viagem à Disney, ficou alucinada com uma revista "Harper's Bazaar" que a sua mãe havia comprado. "Eu ficava desenhando a partir dos modelos que eu via na publicação e fazia roupinhas para as bonecas das minhas amigas." Quando, no colégio, decidiu que queria ser "desenhista de moda", sofreu com as críticas do orientador vocacional, que dizia que aquilo era "coisa de vagabundo". "Falava que eu não podia estar estudando para ser "costureira'", indigna-se Thais. Aos 18, entrou na Faculdade Santa Marcelina e, desde o início, fazia roupas para o Mercado Mundo Mix. Começou na Cavalera como assistente de André Lima e, em 1998, assumiu como titular. (AP)

Edição edição 16957




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