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ARTIGO
Quarta-feira, 05 de Agosto de 2009, 21h:14

JOÃO CARLOS LAINO

Um novo modelo de associativismo

A realidade do Brasil está exigindo uma corajosa renovação nos métodos e práticas do associativismo empresarial, para torná-lo auto-sustentável e para que o empresário sinta-se amparado por uma representação aguerrida. Não podemos mais conviver com um cenário associativista atrofiado, em que as entidades de representação não têm força para organizar as demandas de suas categorias e nada - ou quase nada - oferecem como linhas de serviços. Optamos por implantar no Sindicato de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Comércio e Serviços do Estado de Mato Grosso (Simpec) um modelo moderno de associativismo, voltado para o futuro, para a concretização das esperanças dos empreendedores. Essa diretriz estratégica será o grande diferencial do nosso sindicato. Em função dela, manteremos nossa política de agregar, conscientizar e defender o micro e pequeno empresário da área comercial e de serviços, para que eles possam ser competitivos nas situações de mudança como as que temos atravessado e que serão marcas permanentes dos anos vindouros. Tornar as micro e pequenas empresas competentes e competitivas, eis o grande desafio em que estamos envolvidos. O princípio básico que norteou o surgimento do Simpec foi o de prover de representação o segmento da micro e pequena empresa do comércio e de serviços. Historicamente, tal segmento foi muito pouco considerado e teve pouca presença política como categoria produtiva específica. O sindicato representa um corte horizontalizado no sistema representativo, já que os interesses dos micro e pequenos são diferenciados em relação aos das grandes empresas. A consideração desse aspecto é importante para que se entenda a verdadeira revolução que representa o Sindicato da Micro e Pequena Empresa do Comércio e de Serviços em nosso cenário associativo. O Simpec foi criado com o objetivo de representar os micro e pequenos empresários comerciais e prestadores de serviços. Desde o princípio teve essa preocupação de atuar junto ao universo das micro e pequenas empresas desse segmento específico. Não é, portanto, uma entidade decorrente de algum " modismo" ou “oportunismo". Seu surgimento e sua prática comprovarão a convicção de suas diversas diretorias e de seus potenciais associados, de que a micro e pequenas empresas do comércio e serviços tem características, problemas e possibilidades de encaminhamento de soluções diferentes do cenário observável nas grandes empresas e, até mesmo, das micro e pequenas empresas da área da industria ou agricultura. Por sua política conseqüente na defesa das micro e pequenas empresas, o sindicato manterá um padrão de associativismo dos mais altos, em termos numéricos e qualitativos, até mesmo numa comparação com entidades do mesmo gênero de outros países, conforme estudos de consultores da área da pequena empresa. Entre todas as entidades representativas das micro e pequenas empresas no Brasil, o Simpec é a entidade com maior presença nacional. Hoje, há sindicatos de micro e pequenas empresas do comércio e serviços nos estados de São Paulo, Pernambuco, Bahia, Rondônia, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Goiás, Acre e Roraima. * JOÃO CARLOS LAINO é presidente do Sindicato de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Comércio e Serviços do Estado de Mato Grosso (Simpec)

Edição EDIÇÃO 16958




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