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ARTIGO
Terça-feira, 01 de Junho de 2010, 21h:23

JEAN CAMPOS

Teatro: onde estacionar?

O popular termo reação em cadeia pode ser atribuído a inúmeras situações cotidianas. Neste artigo, porém, quero aplicá-lo a uma situação específica: a falta de estacionamento para o Cine Teatro Cuiabá. Quem se dispõe a assistir a um espetáculo no local e precisa estacionar o carro, deve se preparar para as dores de cabeça. Para cada ato, uma reação diferente. Suponhamos que você vá assistir a uma peça e precisa estacionar. A primeira opção seria logo em frente ao prédio, na Avenida Getúlio Vargas. Pode parecer simples, mas o ato também pode acarretar numa infração de trânsito. Aí, um espetáculo de comédia pode acabar numa novela mexicana, com direito a lágrimas e súplicas para não receber multa. Agora, digamos que tudo bem... Você consegue uma vaguinha, leva em conta que os vigilantes da Lei irão ponderar a falta de estacionamento - que também é um dilema para os freqüentadores da Catedral que fica na mesma avenida - e estaciona na “Getúlio”. Aí vem outro problema: é seguro? Quando se trata de deixar o carro na rua, em Cuiabá, não se pode esperar nada. Sem a intenção de desviar o foco deste artigo e discutir segurança pública, quero apenas registrar que se trata de mais um risco decorrente de uma simples “passeada” para ver teatro. Risco de sair de casa, deixar o carro na rua e na hora de voltar não encontrá-lo. Ou encontrá-lo em parte. Chega a ser motivo de alegria encontrar o automóvel “apenas” riscado. Quem deixa o carro na rua e o encontra na hora de ir embora entra no veículo como se estivesse acabado de fazer um novo financiamento. É trágico e cômico. Nos dias de sorte, em que o espetáculo do Cine Teatro é de atores globais, os donos dos estacionamentos das proximidades saem do descanso (mais que justo) do final de semana e resolvem trabalhar. Aí a dor de cabeça é pequena, vai custar menos de cinco reais para não existir. Importante frisar que é bom chegar com uma hora de antecedência porque não é sempre que tem vaga pra todos. Aí se você chega atrasado, meu amigo, é dor de cabeça. Quero deixar bem claro que a crítica se restringe à falta de estacionamento, não entrando no mérito de discutir as instalações do teatro, que a meu ver estão em ótimas condições desde que passou por uma “big reforma”. Essa é uma preocupação não só de um espectador, mas de quem também produz arte e se preocupa com o público cuiabano, sedento de produções culturais. Enfim, não sei se essa foi uma das preocupações dos gestores estaduais quando decidiram revitalizar o local, mas nunca é tarde para se repensar alguns pontos. *JEAN CAMPOS é repórter de Política

Edição EDIÇÃO 16958




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